Esportes, Futebol

Fantasma de Cuca e elenco inchado desafiam Baptista

Baptista chega com apenas dois anos de experiência na função de técnico. Foto: ArquivoDois anos de carreira antes de encarar a principal missão como treinador. É com esse currículo que Eduardo Baptista iniciará a temporada de 2017 na segunda semana de janeiro. O novo técnico do Palmeiras assinou contrato para dirigir o atual campeão brasileiro em ano de Libertadores.

No entanto, o desafio na Academia de Futebol não se limita apenas ao principal torneio sul-americano do calendário, grande objetivo do clube alviverde para 2017. Pelo menos outros quatro obstáculos surgem como “adversários” do jovem treinador de apenas 46 anos.

Para mudar de patamar e tornar-se um dos principais técnicos do país, Eduardo Baptista precisa superar cinco desafios. O primeiro é o “fantasma” de Cuca. Dificilmente Eduardo Baptista escapará do assunto na apresentação como treinador palmeirense. Em apenas nove meses, Cuca elevou de patamar o elenco de alto investimento.

Com o agora ex-treinador, o Palmeiras adquiriu padrão, dominou o Campeonato Brasileiro do início ao fim e quebrou jejum de 22 anos ao ser campeão.

Baptista também sofrerá pressão para manter o time no topo. Afinal, mais difícil do que chegar ao topo é permanecer nele. O velho clichê pode ser atribuído ao Palmeiras na temporada 2017.

Dona de dois títulos nacionais nos últimos dois anos – venceu o Brasileiro e a Copa do Brasil em 2015 –, a equipe alviverde agora tem a pressão de estabelecer-se definitivamente no topo do futebol nacional pelo ter­ceiro ano consecutivo.

Elenco inchado
Sem contar os atletas que retornam de empréstimo e as futuras contratações, o Palmeiras inicia 2017 com 35 jogadores no elenco. Em 2016, alguns nomes mais badalados como os de Rafael Marques, Alecsandro e Arouca acumularam pouco tempo de jogo. Resta a Eduardo Baptista, ainda jovem na profissão de treinador, saber controlar um grupo inchado.

O jejum continental tam­bém será um problema. O Palmeiras entra na Copa Libertadores com 18 anos sem o título mais importante do continente. Pelo tamanho do investimento – capaz de até crescer com a renovação de patrocínio com a Crefisa –, a pressão pela taça existe. Leila Pereira, proprietária da empresa, já declarou que “fará tudo pelo Mundial”.

A mesma Leila Pereira, responsável por gerir o investimento da Crefisa no Palmeiras, é protagonista de crise política no Palmeiras. A empresária teve negado por Paulo Nobre, no último ato do presidente, o direito de concorrer à eleição do Conselho Deliberativo.

O atual mandatário, Maurício Galiotte, será o responsável por decidir qual o futuro político – ainda nem iniciado – de Leila Pereira no clube. A dona da patrocinadora é bem vista internamente pelos investimentos e pela promessa de crescer ainda mais o aporte financeiro ao Palmeiras.

Qualquer decisão de Galiotte (favorável a Leila ou a Nobre) resultará em um lado forte insatisfeito. Desta forma, Eduardo Baptista será o responsável por blindar o elenco – ainda relativamente jovem, apesar da conquista do Brasileiro – contra qualquer interferência externa.

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