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Famílias desabrigadas deixaram Largo do Paissandu na capital paulista

O Largo do Paissandu está desocupado, sem nenhuma barraca do acampamento das vítimas do desabamento do edifício Wilton Paes de Almeida. As famílias permaneceram no local desde 1º de maio, quando o prédio desabou, pedindo por uma política pública de habitação, até a última sexta-feira (10), quando a prefeitura realizou limpeza no local e as famílias que ainda acampavam ali acabaram saindo.

A prefeitura de São Paulo informou que ofereceu acolhimento às famílias que estavam acampadas no local e que, nas últimas semanas, “intensificou o trabalho de abordagem na tentativa de uma desocupação voluntária da praça e, desde então, o número de famílias acampadas havia reduzido de 132 para 37 famílias”. Segundo o município, as pessoas restantes acampadas no largo até sexta-feira não moravam no edifício Wilton Paes de Almeida. No entanto, as famílias afirmavam que eram moradoras do prédio desabado.

“As famílias remanescentes até sexta (10) e que aceitaram acolhimento foram encaminhadas para as 14,5 mil vagas da rede de assistência social, com estrutura para população em situação de rua e espaços adequados ao perfil familiar”, informou a prefeitura, afirmando que as ações de zeladoria e limpeza no local foram reforçadas.

Segundo levantamento da prefeitura, desde 1º de maio, foram analisados casos de 435 famílias que se apresentaram como vítimas e apenas 291 conseguiram comprovar, de acordo com o município, que moravam na ocupação do edifício Wilton Paes de Almeida. Ainda segundo a prefeitura, essas 291 famílias estão recebendo o auxílio-moradia.

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