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Família&Finanças: Entendendo a inflação

Família&Finanças
Sérgio Biagioni Junior

Por Sérgio Biagioni Junior

Caro(a) leitor(a), inflação é o quanto os preços de bens e serviços aumentam em um determinado período de tempo, o que implica na redução do poder de compra de nosso dinheiro. Assim, quanto maior é a inflação, mais dinheiro será necessário para comprar a mesma coisa.

O Brasil tem vários indicadores para medir a inflação, mas o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é o mais usado para acompanhar a variação de preços, pois reflete hábitos de consumo das famílias com renda mensal entre um e 40 salários mínimos.

As principais causas da inflação são pressão por consumo, pressão de custos ou expectativa, mas as duas primeiras são as mais comuns e têm grande relevância na impulsão dos preços para cima.

Como curiosidade, em 1994, a inflação anual no Brasil chegou a mais de 4.900%. Imagine a velocidade com que os preços subiam.

Muito bem, depois de apresentar o que é inflação de maneira formal, vamos conversar sobre suas consequências no dia a dia.

Um país com inflação alta gera diversas incertezas na economia e na vida das famílias. O maior impacto é sentido nos salários dos trabalhadores, pois nem sempre são reajustados no mesmo patamar e na mesma velocidade dos preços. Assim, o poder de compra diminui e o custo de vida dispara.

Com a inflação em alta, normalmente há elevação da taxa de juros para conter a força inflacionária. Subindo o custo do dinheiro cai o consumo, forçando o mercado a reduzir seus preços.

Porém, aumentar a taxa de juros é uma atitude delicada e deve ser muito bem monitorada pelo Banco Central. Ao elevar o custo de acesso ao dinheiro, naturalmente haverá redução do consumo, o que é bom para diminuir a inflação, mas reduz a atividade econômica, prejudicando principalmente os setores produtivos da economia, podendo gerar desemprego.

Em mão completamente oposta, existe a deflação, que também é indesejável. Imagine o prejuízo gerado se um comerciante vender amanhã mais barato do que hoje. Nunca vai ter lucro e vai quebrar.

Este assunto é interessante, amplo, complexo e está diretamente presente em nossas finanças diárias. Por isso, se você tem alguma dúvida envie uma mensagem que eu esclareço. Meu e-mail é falandofacil123@gmail.com.

Sérgio Biagioni Junior trabalhou mais de 25 anos no mercado financeiro. É formado em Administração de Empresas, pós-graduado em Banking, MBA em Controladoria e Custos. Cursa pós-graduação na PUC-RS em Planejamento Financeiro e Finanças Comportamentais. Atualmente é mentor e planejador financeiro especializado em profissionais liberais, pessoas físicas e finanças familiares.

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