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Família&Finanças: Endividou-se além da conta?

Família & Finanças
Sérgio Biagioni Junior

Por Sérgio Biagioni Junior

Caro(a) leitor(a), se isso está acontecendo com você e sua família, precisamos conversar um pouco. Inicialmente, é importante deixar claro que os problemas de endividamento familiar não estão relacionados ao quanto se ganha ou ainda à renda total da família.

O problema do endividamento surge a partir do momento em que a família passa a gastar além da conta, adquire produtos que não são de extrema necessidade, assume financiamentos de longo prazo, independentemente da taxa de juros embutida, ou ainda compra os produtos da “moda”, como o celular de última geração, a TV com tecnologia ainda não disponível ou aquela geladeira que só falta falar, entre outros tantos produtos.

Para complicar um pouco mais a situação, surgiu uma pandemia que provocou a parada da economia mundial, perda de inúmeros postos de trabalho ou, com sorte, só a redução dos salários.

Pronto, criou-se o cenário perfeito para tirar do trilho qualquer economia, principalmente as familiares.

Você sabia que as principais dívidas das famílias brasileiras estão relacionadas: ao cartão de crédito, a carnês de loja, ao financiamento do carro e da casa própria, ao cheque especial e a empréstimos bancários de modo geral (pessoal ou consignado).

Algumas dicas podem ajudar a trazer as finanças de sua família de volta para os eixos. Acompanhe:

– sente-se com os integrantes de sua família e, de forma bem franca, exponha a situação financeira em que todos se encontram;

– relacione todas as despesas e gastos mensais, mesmo as de menor valor;

– Apresente também a renda total da família. Essa informação é muito importante, e dela devem ser deduzidas todas as despesas;

– Separe um tempo para analisar a fatura do cartão de crédito, despesa por despesa. Questione sobre a real necessidade de cada gasto da fatura;

– Verifique as contas de água, energia, telefone, TV por assinatura e internet. Com sua família, identifique o que pode ser reduzido, com banhos mais rápidos, menos luzes acesas, redução da quantidade de canais da TV por assinatura;

– Se tiver de atrasar algum pagamento, dê preferência às contas com juros menores. Essa é apenas e tão somente uma solução paliativa. Não deixe se tornar comum essa prática;

– Se há dívidas bancárias, procure seu banco para tentar renegociá-las. O ideal é reduzir o valor mensal das parcelas.

Perceba que se propõe, por meio da conscientização e participação de todos os integrantes da família, alcançar uma forma para mudar a situação financeira em que se encontram.

Assim, tornam-se mais verdadeiras as decisões tomadas e ressalta-se o senso comum de economizar em tudo o que é possível.

Se você ficou com alguma dúvida sobre esse assunto, manda uma mensagem que te explico. Meu e-mail é o falandofacil123@gmail.com e meu site é o www.sergiobiagioni.com.br.

Sérgio Biagioni Junior é planejador financeiro pessoal, certificado pela CEA-Anbima. É formado em Administração de Empresas, pós-graduado em Banking, MBA em Controladoria e Custos e pós-graduado na PUC-RS em Planejamento Financeiro e Finanças Comportamentais.

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