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Família & Finanças: Suas formas de gasto e consumo podem lhe trazer problemas de caixa

Família & Finanças
Sérgio Biagioni Junior

Por Sérgio Biagioni Junior

Não há dúvidas de que o ato de gastar dinheiro e consumir, comprando as coisas que queremos, é muito bom e prazeroso, certo?

Porém, caro(a) leitor(a), este prazer material dura pouco tempo e pode se tornar um grande vilão em suas finanças pessoais e familiares, com poder para prejudicar seus relacionamentos familiares, sua saúde mental e até mesmo física.

Vamos entender melhor este assunto?

Estudos mostram que nosso cérebro possui um sistema chamado de “sistema de recompensa ou sistema límbico”, que processa informações relacionadas à sensação de prazer e de satisfação, o qual é ativado naturalmente por meio de estímulos ambientais agradáveis, sendo também verdade que faz parte de nossos comportamentos viciosos.

Portanto, já sabemos que nosso cérebro não quer nos ver tristes ou desanimados e faz de tudo para que isso não aconteça.

Partindo deste ponto e seguindo em direção às finanças e consumo, as coisas seguem o mesmo caminho. Quer ver?

Muitas vezes agimos, ou melhor, consumimos e gastamos seguindo aqueles velhos e antigos pensamentos: “Trabalhei muito, estou muito cansado e mereço comprar”, ou então “Estou me sentindo muito triste e, por isso, vou comprar”.

Aliás, existem inúmeros outros motivos que você pode encontrar para justificar sua compra ou seu gasto, visando a sensação de prazer e satisfação, sem culpa.

Percebeu como o cérebro encontra uma forma de agir, buscando sempre nosso bem estar, fundamentado em uma ocorrência externa que justifique a ação, neste caso, de compra?

Pois bem, a atitude de comprar, tendo como ponto inicial suprir desilusões, reduzir ansiedade ou mesmo como forma de descontar aqueles “sapos engolidos” no serviço, pode se tornar um vício perigoso as suas finanças e mesmo a sua saúde mental e física, pois sempre será encontrado um motivo para comprar.

O pior é que quase sempre compramos aquilo que não precisamos e que será deixado de lado em pouco tempo, mas a conta sempre vem para ser paga.

Porém, não acaba aqui, pois infelizmente, muitas vezes gastamos dinheiro apenas para impressionar os outros, indo muito além de nossas condições e possibilidades financeiras, comprometendo sobremaneira nossas finanças, simplesmente para mostrar que o carro que temos é melhor ou a roupa que compramos é de grife e o celular é de última geração.

Então, se você se reconheceu ou já se pegou agindo em uma destas maneiras de gastar dinheiro, tome cuidado. Lembre-se sempre e tenha consciência que as armadilhas de consumo podem provocar grande problema financeiro a você e sua família.

Boa sorte!

Sérgio Biagioni Junior trabalhou mais de 25 anos no mercado financeiro, é formado em Adm de Empresas, Pós Graduado em Banking, MBA em Controladoria e Custos. Cursa Pós Graduação na PUC-RS em Planejamento Financeiro e Finanças Comportamentais. Atualmente é Mentor e Planejador Financeiro especializado em Profissionais Liberais, Pessoas Físicas e Finanças Familiares.

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