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Família & Finanças: Estamos em uma nova realidade. Você está pronto?

Família & Finanças
Sérgio Biagioni Junior. Foto: Divulgação

Por Sérgio Biagioni Junior

Hoje vamos abordar finanças, mas sob viés diferente do que estamos acostumados a fazer. Vamos analisar as novas direções financeiras e profissionais que estamos recebendo e, principalmente, como as estamos repassando aos nossos filhos.

Afinal, esta também é uma forma de se planejar e construir um futuro melhor e mais sólido.

Vamos juntos?

Pois bem, vamos ver como as coisas eram. Isso mesmo, eu disse “eram”.

Na década de 1980 e anteriores, as pessoas tinham padrões de desenvolvimento de carreira e planejamento financeiro fixos. Muitas pessoas trabalhavam sua vida inteira na mesma empresa e, naquela época, quanto mais tempo de empresa a pessoa tivesse, mais competente e experiente era considerada, maior reconhecimento financeiro e profissional lhe era concedido.

A lógica era mais ou menos assim: sabia-se que um curso superior garantiria um bom emprego. Um bom emprego credenciaria o profissional à provável estabilidade financeira e, além disto, havia a certeza de que o Estado, por meio da aposentadoria, garantiria a complementação desta estabilidade.

Buscava-se uma profissão e tinha-se, via de regra, a certeza de se ter emprego e sustento para o resto da vida, certo?

Pois bem, foi assim mesmo por muito tempo…

Porém, essa realidade sofreu drástica mudança, principalmente nos últimos dez anos, fazendo com que as pessoas que hoje estão com 20, 30 e 40 anos sejam obrigadas a parar para pensar, estudar, planejar suas carreiras e seu futuro financeiro. Caso contrário, ficarão de fora desta nova realidade.

Não temos mais segurança de que as profissões existentes hoje continuarão existindo no futuro. Aliás, leia-se o futuro como os próximos três anos apenas.

Aquele único e simples curso superior, que era o credenciamento para a tranquilidade profissional e financeira, passou a ser apenas e tão somente uma pequena e tímida porta de entrada para 99% das oportunidades de trabalho disponíveis, ou seja, os cursos de pós-graduação e MBA deixaram de ser um diferencial competitivo no currículo das pessoas.

A experiência prática adquirida em várias empresas, até então considerada “patinho feio” nas exigências para preenchimento de vagas, passou a abrir portas profissionais em vários segmentos importantes da economia.

Veja que esta geração está sendo cobrada por algo para o qual não foi preparada. Porém, caro leitor(a), isso não vai servir de desculpa para não acompanhar essas mudanças. Elas chegaram e pronto. Agora, é assim.

Situação semelhante verificamos no mercado financeiro e na forma de investir, mas com o agravante de que aumentou ainda mais a velocidade das mudanças neste setor, especialmente na pandemia de covid-19.

Após março deste ano, observamos as taxas de juros das aplicações desabarem. A poupança – que sempre foi a “queridinha” dos brasileiros e deteve recordes de captação em função de sua rentabilidade e segurança financeira – passou a render menos do que a inflação mensal.

Logo, se quisermos preservar a capacidade econômica e não perder dinheiro, temos de migrar nossos investimentos para a renda variável. Esta foi a primeira informação que recebemos dos analistas de investimentos.

Porém, aqui também precisamos parar para pensar e, assim como em nossa carreira profissional, buscar planejamento e, quando necessário, ajuda de especialistas em investimento e que, de verdade, estejam dispostos em ajudar.

Pois, caso contrário, estaremos entrando em uma forma de investimento completamente desconhecida pela maioria dos brasileiros.

É preciso cuidado nos dias atuais. Quem promete segurança, com ganhos fixos atraentes e previsibilidade de rentabilidade, está prometendo ilusões.

Portanto, finalizo o assunto dizendo que a educação financeira deve ser iniciada o quanto antes, mesmo dentro de casa, para que as futuras gerações se adaptem com menor dificuldade às novas realidades mercadológicas.

Boa sorte!

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