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Família & Finanças – Cartão de crédito: amigo ou inimigo?

Família&Finanças
Sérgio Biagioni Junior

Por Sérgio Biagioni Junior

Caro (a) leitor (a), eu me lembro muito bem de que, em meados de 1994, recebi meu primeiro cartão de crédito. Parecia mágica. Bastava escolher o que comprar, passar o cartão, assinar o comprovante e, pronto, sonho realizado.

Que bom seria se as coisas fossem dessa forma. Você assina ou coloca a senha e está tudo resolvido. Pena que sempre chega a fatura para ser paga e, neste exato momento, começam muitos problemas nas finanças pessoais.

Pois bem, estas são as maiores armadilhas do cartão de crédito: gerar o impulso da compra, sem a preocupação imediata de haver ou não dinheiro para pagar; e a sensação de segurança, afinal não há dinheiro em espécie circulando.

Além disso, as administradoras oferecem inúmeros programas de “vantagens”, como pontos que se transformam em milhas e cashback, estimulando e incentivando cada vez mais a concentração de nossos gastos no cartão.

Perceba que tudo é montado para facilitar a decisão do consumo imediato e impulsivo, além de gerar sensação de vantagem. Quer cenário melhor para consumir? Duvido que exista. Porém, como sempre ressalto nos artigos que escrevo, cuidado.

O cartão de crédito pode ser seu aliado, desde que você o use com responsabilidade, critério, respeitando seu planejamento financeiro e, principalmente, sua condição financeira, ou seja, respeite o dinheiro que você ganha. Não se empolgue diante das facilidades apresentadas.

Uma dica para bem utilizar o cartão de crédito e tirar proveito do programa de pontos é, por exemplo, ir à padaria para comprar pão, pagar a conta com a função crédito e, imediatamente, por meio do site ou aplicativo de seu banco, pagar de forma avulsa sua fatura, exatamente no mesmo valor que gastou. Assim, você continua acumulando pontos, mas não acumula despesas.

Outra dica é fazer o possível e o impossível para não atrasar o pagamento da fatura e jamais pagar somente o valor mínimo. Os juros por atraso do cartão de crédito são os mais altos do país, entre 8,5% e 9,0% ao mês. Caríssimos.

Lembre-se de que o programa de pontos é mais interessante para pessoas que costumam viajar, pois trocam seus pontos por passagens aéreas. Caso essa não seja a intenção inicial, busque outros programas de benefícios, pois acumular pontos ou milhas para trocar por produtos ou serviços apresentados por empresas parceiras da administradora do cartão, literalmente, é uma fria. O preço em pontos, quando convertidos em real, é absurdamente mais caro do que comprar em uma loja comum.

Agora a decisão está com você. Use o cartão de crédito em seu benefício, não em benefício do banco ou da administradora.

Ficou com alguma dúvida? Envie uma mensagem que eu esclareço. Meu e-mail é: falandofacil123@gmail.com.

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