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Fachin pede prisão do primeiro político condenado pelo STF no âmbito da Lava Jato

O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), decretou a prisão do ex-deputado federal Nelson Meurer (PP-PR), o primeiro político a ser condenado pela Corte no âmbito da operação. É a primeira vez que Fachin manda prender um ex-parlamentar condenado pelo próprio STF dentro da investigação que apura um esquema de desvio de recursos bilionários da Petrobras.

Em maio do ano passado, a Segunda Turma do Supremo condenou Nelson Meurer a 13 anos, 9 meses e 10 dias de reclusão. Na mesma ação, a Segunda Turma também decidiu condenar dois filhos do ex-deputado, Nelson Meurer Júnior (4 anos, 9 meses e 18 dias de prisão em regime semiaberto) e Cristiano Meurer (3 anos e 4 meses de prisão) pelos crimes de corrupção passiva. Cristiano não terá de cumprir a pena porque o crime prescreveu. Nelson Meurer Júnior, por sua vez, terá de pagar uma multa de R$ 45 mil

Em abril deste ano, em decisão unânime, a mesma Segunda Turma do STF negou recursos contra a condenação do ex-parlamentar pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Cúpula do PP

O Ministério Público Federal (MPF) acusou o ex-parlamentar, que integrava a cúpula do Partido Progressista, de ter recebido vantagens indevidas para dar apoio político à permanência de Paulo Roberto Costa na diretoria de Abastecimento da Petrobrás. Em sua decisão, o ministro Edson Fachin determinou que Meurer, por causa da idade – o ex-deputado está com 77 anos – deve começar a cumprir sua pena, inicialmente, em regime fechado Penitenciária Estadual de Francisco Beltrão, no Paraná.

Em seu despacho, Fachin determinou ainda que a Polícia Federal deve cumprir o mandado de prisão expedido por ele “observando a máxima discrição e com a menor ostensividade, havendo auxílio de força policial somente em caso de extrema necessidade”.

A defesa do ex-deputado não foi localizada para comentar a determinação de prisão feita pelo ministro do Supremo.

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