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‘Facada’ no Sistema S teria efeito devastador, afirma diretor do Sesi e do Senai

‘Facada’ no Sistema S teria efeito devastador, afirma diretor do Sesi e do Senai
Senai e Sesi paulistas devem fechar 5 mil postos de trabalho com corte no orçamento. Foto: Arquivo

A “facada” prometida pe­­lo futuro ministro da Eco­nomia, Paulo Guedes, nos recursos do Sistema S teria efeitos “devastadores” sobre programas de educação técnica e serviços de saúde prestados à população que beneficiam, principalmente, jovens e traba­lhadores de baixa renda.

No caso do Sesi e do Senai, mais de 621 mil estudantes ficariam sem opção de cursos de formação profissional com o possível fechamento de 180 escolas e demissões de 9.691 traba­lhadores das instituições no Espírito Santo, Rio, Minas Gerais e São Paulo. O pró­ximo governo não divulgou plano para substituir os serviços das entidades para a população, como alternativa aos prováveis cortes orçamentários do Sistema S.

“Além de acabar com em­pregos de educadores, técnicos, especialistas e pesquisadores, se forem feitos, os cortes prejudicarão a educação, pesarão sobre a saúde e afetarão a economia do país”, afirmou o diretor-ge­ral do Senai e diretor-superintendente do Sesi, Rafael Lucchesi.

No estado de São Paulo, o impacto da prometida “facada” pode comprometer até 30% dos recursos do Senai e acabar com mais de 321,9 mil vagas de cursos técnicos profissionais por ano, no estado. Além disso, o corte orçamentário no Sistema S deve promover o possível fechamento de 28 escolas da instituição de formação profissional dos paulistas.

No Sesi, mais de 72,5 mil estudantes do ensino básico e de educação de jovens e adultos podem perder a oportunidade de estudar por que 65 escolas da educação básica da instituição podem ser fechadas no estado.

Além disso, o desemprego deve aumentar, porque os cortes orçamentários no Sistema S, prometidos pelo próximo governo, vão influenciar diretamente na demissão de quase 5 mil funcionários do Senai e Sesi paulistas.

Na prática, o impacto será sentido por todos. No caso de jovens e trabalhadores, os cortes afetariam a principal rede de preparo e qualificação para o mercado de trabalho, com reflexos na capacidade da população de acompanhar a evolução tecnológica das empresas e até de conseguir o primeiro emprego.

“A formação profissional e a capacitação técnica de qualidade aumentam a empregabilidade do trabalhador e, para o jovem, é um importante diferencial para conquistar o primeiro emprego, numa faixa etária em que o desemprego é mais grave que na média. O Senai prepara parcela importante da população para que tenha uma profissão, e alcança e beneficia jovens e trabalhadores que não teriam as mesmas oportunidades pelo sistema educacional”, disse Lucchesi.

 

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