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Fabio Palacio diz que vai priorizar gestão da Saúde

O vereador e candidato à Prefeitura de São Caetano, Fábio Palácio (PR), afirmou ontem (9), em entrevista ao Diário Regional, que, se eleito, vai dedicar seu governo para informatizar e modernizar a gestão da Saúde – área apontada pelo republicano como maior gargalo na cidade. Mencionando estrutura física já “consolidada”, Palácio descartou a construção de novos equipamentos, mas defendeu investimentos em “operação” e otimização dos serviços oferecidos.

“Vamos utilizar recursos para colocar mais médicos, mais medicamentos e aumentar a capacidade de resolução, principalmente, na área de diagnósticos e exames”, afirmou. Para isso, Palacio prometeu investir em tecnologia para implementação de prontuário eletrônico, por meio do Cartão Cidadão, a fim de trazer “eficiência” ao atendimento.

“Essa informatização garante atendimento rápido e fornece subsídio para que o médico possa fazer um bom diagnóstico e encaminhamento de exames correto, por meio do histórico da paciente. Com isso, a fila de exames diminui e o sistema fica mais enxuto e barato”, disse.

O vereador também quer aproveitar a logística atualmente utilizada para entrega de cestas básicas subsidiadas pelo município para implementar sistema de entrega de medicamentos em domicílio. “O custo para entregar o remédio em casa é menor do que manter o sistema da maneira como está. Hoje, a prefeitura não controle sobre os medicamentos, tanto é que deixou vencer 1 milhão de comprimidos de omeprazol. Isso porque não consegue fazer o acompanhamento da dispensação desses medicamentos”, disse.

Hospital São Caetano

O republicano pregou atitude mais “enérgica” para resolução do impasse envolvendo o Hospital São Caetano, fechado para atendimentos de alta complexidade e internações há seis anos. Atualmente, o equipamento médico aguarda definição de processo de adjudicação junto ao governo federal, como forma de abater parte da dívida contraída pela antiga empresa mantenedora do espaço. Pela proposta, o hospital passaria a ter caráter regional, auxiliando os atendimentos do Hospital Mário Covas, em Santo André, e Serraria, em Diadema.

“O hospital São Caetano quebrou definitivamente por dois motivos: má gestão e devido a política equivocada de acabar com convênios para realização de procedimentos que a prefeitura não oferecia. Há seis anos, as duas últimas gestões divulgam de forma marqueteira que aquilo é um hospital, quando na verdade é um ambulatório, onde não há cirurgia, internações e o equipamento fecha à noite”, destacou. Uma das propostas de Palácio é retomar convênios com clínicas e outros hospitais, como Beneficência Portuguesa, afim de disponibilizar procedimentos que a prefeitura não tem capacidade de oferecer.

Palácio defende a otimização dos serviços oferecidos no setor. Foto: Eberly Laurindo

Por atrair empresas, republicano propõe revisão do Plano Diretor

Prefeiturável de São Caetano, o vereador Fábio Palácio (PR) afirmou que pretende reestruturar o Plano Diretor da cidade, passando a focar em políticas voltadas à atração de empresas. “São Caetano explodiu na sua verticalização residencial e, com isso, expulsamos as antigas indústrias. O emprego está fora e perdemos competitividade e orçamento”, disse. O republicano também defendeu a concessão de incentivos fiscais a empresas que empregarem moradores da cidade.

Para avançar com a proposta, Palácio aposta na expertise do candidato a vice em sua chapa, Aparecido Viana (PSC), que também é empresário do setor imobiliário. “Das 50 maiores empresas arrecadadoras de ISS na nossa cidade, 20 foram trazidas pelo Aparecido, por meio de seu trabalho como corretor”, disse. “O Aparecido terá um papel muito importante nessa área, mas também na revitalização dos cortiços da cidade. São Caetano é rica, mas tem pessoas vivendo em condições muitas vezes desumanas. Ele também pode nos ajudar com as Parcerias Público-Privadas (PPP) que a cidade precisa”, destacou.

Na área habitacional, Palácio propôs pressionar os proprietários de cortiços a adequarem seus imóveis, sob pena de desapropriação. Os espaços considerados irregulares passariam a abrigar moradias populares, por meio de ação conjunta com o setor privado.

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