Economia, Notícias

Exportações do ABC desaceleram com crise argentina e fecham 2018 com queda de 0,25%

Exportações do ABC desaceleram com crise argentina e fecham 2018 com queda de 0,25%
Exportações do ABC
desaceleram com crise argentina e fecham 2018 com queda de 0,25%

A crise na Argentina derrubou as exportações de em­presas do ABC, que cami­nha­vam para re­gistrar neste ano o me­lhor resultado desde 2013, mas desaceleram com a re­du­ção nos embarques para o país vizi­nho, principal parceiro co­mer­cial do Brasil e da região.

Os sete muni­cípios envia­ram US$ 5,38 bi­lhões a ou­tros países no ano passado, valor 0,25% inferior ao apu­ra­do em 2017 (US$ 5,37 bi­­­lhões), segundo dados divulgados pe­lo Mi­nis­tério da Economi­a e com­pi­lados pe­lo Diário Regio­nal.

Para se ter uma ideia da magnitude dessa de­sace­le­ra­ção, basta lembrar que, até abril, as exportações do ABC cresciam no ritmo de 23,5%. O cenário mudou a partir de maio, como resultado da greve dos ca­­minhoneiros e da crise na economia dos “hermanos”.

Somente em dezembro, os embarques caíram 31,3% ante o mesmo mês de 2017, para US$ 354,8 milhões, pior resultado mensal do ano passado.

Em 2017, a Argentina res­pondeu por 39,1% das encomendas de produtos da região, ou US$ 2,11 bilhões. No ano passado, porém, a participação dos her­manos caiu para 30,2%, co­mo resultado da queda de 23% nos embarques ao país vi­zinho, para US$ 1,62 bilhão.

Para compensar a queda nos pedidos da Argentina, as empresas do ABC miraram ou­tros mercados. Prova disso é que as vendas para o Chile cresceram 32,6% em 2018, as­sim como para Alemanha (33,9%), África do Sul (27,5%), México (18,4%) e Peru (14,3%).

Argentina, Estados Unidos, México, Chile e África do Sul, os cinco principais parceiros comerciais do ABC no ano passado, responderam por 61,4% dos embarques da região, ou US$ 3,3 bilhões.

SETOR AUTOMOTIVO

A desaceleração reflete ain­da a retração nas vendas externas de veículos e autopeças, principal pauta exportadora da re­gião. O MDIC apurou que­da de 7,4% nas encomendas, para US$ 3,097 bilhões.

Outra importante pauta exportadora do ABC, as vendas ao exterior de produtos químicos recuram 8,5%, para US$ 245,9 milhões.

No sentido contrário, os em­­barques de máquinas, apa­re­lhos e material elétrico cresceram 37,4% no ano passado, para US$ 848,6 milhões. Também houve aumento de 11,6% nas vendas externas de produtos de plástico e de borracha, para US$ 437,8 milhões.

 

Balança comercial da região cai 61,7% e tem pior resultado desde 2014

A estabilidade nas expor­tações associada à forte al­ta nas importações derru­baram no ano passado a ba­lan­ça comercial do ABC ao me­nor patamar desde 2014.

A região registrou superávit (exportações maiores do que importações) de US$ 496 mi­lhões em 2018, valor 61,7% inferior ao apurado no ano an­terior (US$ 1,296 bilhão).

Trata-se do pior resultado desde o déficit (importações maiores do que exportações) de US$ 409,9 milhões apurado há quatro anos, segundo dados divulgados pe­lo Mi­nis­tério da Economi­a e com­pi­lados pe­lo Diário Regio­nal.

No ano passado, as em­pre­sas do ABC compraram no exterior US$ 4,88 bi­lhões, montante 19,2% superior ao adquirido em 2017. Trata-se do maior valor desde 2014 (US$ 5,73 bilhões).

O crescimento reflete a discreta retomada da econo­mia brasileira, que levou empresas e famílias a comprar mais bens de consumo de outros países, e também à alta nas importa­ções de insumos industriais por parte do parque fabril da região.

Prova disso é que as compras externas de autopeças cresceram 30,6% no ano passado, para US$ 1,16 bilhão.

Os dados do Ministério da Economia também apontam aumento nas importações de máquinas, apa­relhos e material elétrico (17%), produtos químicos (23,3%), produtos de plástico e de borracha (9,4%) e produtos de metal (13,2%).

 

Print Friendly, PDF & Email

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

*