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Exportações batem recorde e puxam alta de 23% na produção de veículos no 1º semestre

De janeiro a junho, montadoras embarcaram três a cada dez unidades fabricadas no país. Divulgação/VWA produção de veículos no país cresceu 23,3% no primeiro semestre em relação ao mesmo período do ano passado, revelam dados divulgados ontem (6) pela Associação Nacio­nal dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), que representa as montadoras. Apesar de o mercado interno ter registrado re­cuperação, o resultado foi impulsionado pelo desempenho recorde das exportações, o que levou a entidade a revisar suas projeções para este ano.

De janeiro a junho foram fabricados 1,26 milhão de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, contra 1,03 milhão no mesmo perío­do do ano passado. Houve aumento em todos os segmentos, mas o resultado foi puxado, principalmente, pelo avanço de 23,7% na produção de veículos leves, para 1,22 milhão de unidades, enquanto a de pesados cresceu 13,6%, para quase 46 mil.

Diante da recessão interna, com queda na demanda e restrição ao crédito, a saída encontrada pelo setor foi escoar sua produção para o exterior, sobretudo para mercados latinoamericanos.

Os embarques de autoveí­culos montados somaram 372,6 mil unidades no primeiro semestre, com alta de 57,2% sobre o mesmo período do ano passado. Trata-se do maior resultado da história da Anfavea. Na prática, significa que de cada dez veículos que deixaram as linhas de montagem do país, três foram exportados.

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Em decorrência desse re­sultado, a en­tidade revisou para cima sua projeção de alta para as vendas externas no encerramento do ano – de 7,2% para 35,6%. A previsão de crescimento da produção também melhorou – de 11,9% para 21,5%.

“Nossa previsão inicial pa­ra as exportações já era bastante relevante. Porém, com o aumento mês a mês do resultado, foi preciso rever nossos números para cima, o que é extremamente importante para o setor automotivo, por impactar diretamente na produção. Entretanto, o resultado do mercado interno ainda apresenta estabilidade e não é suficiente para ocupar a capacidade ociosa da indústria”, comentou o presidente da Anfavea, Antonio Megale, ao destacar que a ociosidade nas montadoras gira atualmente em torno de 50%.

O licenciamento de veículos novos somou 1,02 milhão de unidades no primeiro semestre, com alta de 3,7% sobre o mesmo período do ano passado. Em junho foram licenciados 195 mil automóveis, comerciais leves e pesados, com alta de 13,5% sobre igual mês do ano passado.

Megale destacou que a média diária de vendas em junho foi a melhor de 2017 até agora e que este é o segundo mês consecutivo de crescimento sobre o mesmo mês do ano anterior. “Isso representa mais um sinal da estabilização nos negócios da indústria au­tomotiva. Se tivermos um ambiente político mais estável e com alguns indicadores macroeconômicos positivos, a tendência é de retomada.”

Em junho, o setor automotivo empregava 121,6 mil pessoas, 5% menos do que no mesmo mês do ano passado.

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