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Executivos da Volks, Toyota e GM estão otimistas com recuperação do setor e projetam expansão do mercado

Presidentes de montadoras destacam otimismo e perspectivas positivas no Congresso Automotivo em São Bernardo
Pablo Di Si: “”Estamos vivendo momento positivo, com baixa inadimplência e retomada do nível de confiança do consumidor”, Foto: Omar Matsumoto/PMSBC

Durante o segundo e último dia do 1° Congresso Latino-Americano da Indústria Automotiva, realizado nesta segunda e terça-feira (25 e 26) no Cenforpe, em São Bernardo, o tom otimista e a projeção de expansão do mercado foram a tônica nos discursos das principais montadoras que participaram do evento.

Executivos da Volkswagen, Toyota e General Motors fizeram apresentações sobre o momento da indústria automobilística e relataram dados econômicos que apontam para números melhores tanto na venda de veículos para o mercado brasileiro quanto para exportações.

Para o presidente da Volks na América do Sul, Pablo Di Si, a América Latina tem a possibilidade de expandir as vendas em 4,7% neste ano e em 5,1% em 2020. Para o mercado brasileiro, Di Si destacou que a venda de veículos pode subir para 2,8 milhões de unidades em 2019 e para  3 milhões no ano que vem. “Estamos vivendo momento positivo, com baixa inadimplência e retomada  do nível de confiança do consumidor”, destacou o executivo da Volk.

Por sua vez, o vice-presidente da Toyota do Brasil, Celso Simomura, relatou que a marca espera expansão nas vendas na região da América Latina e Caribe para 445 mil unidades. Entre as estratégias da montadora estão a regionalização da produção de veículos, lançamento de novos produtos e a adoção de novas tecnologias.

Já o presidente da General Motors América do Sul, Carlos Zarlenga, confirmou investimentos de R$ 10 bilhões no Brasil, porém,  alertou para problemas existentes no mercado brasileiro. “Estamos reafirmando uma soma decisiva para o futuro da empresa no Brasil e na América do Sul. Entretanto, temos um quadro delicado, com exportações quase inexistentes e baixo retorno. Precisamos discutir as questões logísticas e de carga tributária. O momento é propício para isso”, ponderou.

O encerramento do Congresso foi marcado também por discussões técnicas promovidas por grandes players do mercado de autopeças e implementos. Em uma sala do Cenforpe, profissionais de empresas como Wheaton, Usiminas, FPT e Schaeffer apresentaram soluções e debateram alternativas sobre temas como uso do aço na fabricação de automóveis, fontes alternativas de energia e soluções para motores.

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