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Exames de Covas mostram tumor no trato digestivo

Atualizado às 15h30

O prefeito Bruno Covas (PSDB) teve o diagnóstico de um câncer no estômago confirmado na tarde desta segunda-feira, 28, e terá de passar por quimioterapia. O tumor sofreu metástase (se espalhou) para o fígado e para linfonodos da região abdominal. O prefeito, de 39 anos, não pediu licença do cargo para fazer o tratamento.

Em entrevista coletiva no Hospital Sírio-Libanês, a equipe médica coordenada por David Uip informou que, apesar da metástase, o tumor foi descoberto precocemente e o fato de o prefeito ser jovem e saudável aumentam as chances de cura.

No hospital, Covas permanecerá despachando, mas não terá um esquema de visitas especial. “Nosso conselho é que ele não se desgaste, politicamente recebendo todos”, disse o médico Raul Curiar.

Segundo o secretário de Justiça, Rubens Rizek, a avaliação foi que o prefeito conseguiria manter contato com a equipe pelo celular e por mensagens. “Ele está no celular o tempo todo.” Técnicos da prefeitura configuraram um tablet para que  pudesse assinar eletronicamente documentos oficiais.

INTERNAÇÃO

Exames médicos realizados pelo prefeito apontaram no sábado, 26, o surgimento de tumor no trato digestivo do tucano. Outros exames também diagnosticaram tromboembolismo pulmonar, ou seja, de bloqueio de artéria no pulmão.

Na sexta, 25, Covas havia sido diagnosticado com trombose venosa das veias fibulares (de membro inferior). O prefeito está internado desde quarta-feira, 23, para tratar de uma erisipela, uma doença infecciosa da pele.

Covas recebeu o diagnóstico de trombose após realizar exames complementares, ainda durante a avaliação médica acerca da erisipela. Exames subsequentes diagnosticaram tromboembolismo pulmonar. Por isso, foi realizado um pet scan, que revelou o tumor.

No Sírio-Libanês, Covas está sendo acompanhado por equipes médicas coordenadas por David Uip, Roberto Kalil Filho, Tulio Eduardo Flesch Pfiffer, Artur Katz e Raul Cutait. David Uip foi secretário estadual de Saúde durante a gestão do ex-governador tucano Geraldo Alckmin.

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