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Ex-vereador petista acusado de agredir manifestante diz sofrer retaliação

Acusado de ter provocado traumatismo craniano em um manifestante crítico ao ex-presidente Lula, o ex-vereador de Diadema Manoel Eduardo Marinho, o Maninho, lamentou o ocorrido e disse que tem sofrido retaliações.

“Por conta das vinculações que tem sido feitas pelas mídias, onde está sendo reproduzida somente uma parte da situação, a família tem sofrido hostilização e retaliação por parte da população”, afirmaram, em nota, advogados do ex-vereador.

“O senhor Manoel Eduardo Marinho também é pai de família, também é avô. A família no momento não tem estrutura emocional para se pronunciar”, anotaram.

“O senhor Manoel Eduardo Marinho, assim como a sua família, lamenta muito a fatalidade ocorrida e está à disposição das autoridades para prestar todo e qualquer esclarecimento necessário”, concluíram Airton da Silva e Patrícia Cavalcanti.

Maninho  foi apontado pelo delegado Wilson Zampieri como o principal suspeito de ter desferido o empurrão que derrubou o administrador Carlos Alberto Bettoni, 56, em manifestação na quinta-feira (5), em frente ao Instituto Lula. O segundo suspeito identificado é o filho do político, Leandro Eduardo Marinho.

Na noite de quinta, Bettoni teria aguardado a saída de petistas do instituto e interrompido uma entrevista do líder do PT no Senado, Lindbergh Farias (RJ), aos gritos de “viado e filho da puta”.

“Vem apanhar aqui seu filho da puta. Vai ser reeleito aqui, seu viado?”, disse o manifestante, contrário ao ex-presidente. Irritado, Lindbergh se dirigiu ao homem de forma desafiadora. Apoiadores de Lula afastaram o manifestante com empurrões e chutes.

Segundo a polícia, Manoel Eduardo Marinho teria dado o último empurrão, que derrubou o manifestante.

Na queda, Bettoni bateu a cabeça no para-choque de um caminhão e caiu na rua, ensanguentado. Após um período desacordado, foi levado até o hospital para atendimento.

A polícia investiga a participação de um terceiro agressor, ainda não identificado.

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