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Ex-ministro nega ter pedido doação para o PT a Eike Batista

O advogado do ex-ministro Guido Mantega, José Roberto Batochio, disse nesta quinta (22) que seu cliente “jamais conversou com Eike Batista a respeito” dos fatos descritos pelos investigadores.”Estamos sabendo desses fatos agora, eram absolutamente secretos”, declarou. “A mim compete agora me inteirar”. Batochio também criticou o fato de Mantega ter pedido de prisão expedido e Eike estar solto, já que o crime de corrupção pressupõe o corrompido e o corruptor.

O advogado classifica a prisão de Mantega como desnecessária: “Quer ouvir, quer investigar? Chama, intima. Qual é a necessidade disto?”Procurado para comentar a revogação da prisão devido à cirurgia da mulher de Mantega, Batochio afirmou: “Com cirurgia ou sem cirurgia, a prisão é arbitrária e odiosa”.

Por meio de seus advogados, o empresário Eike Batista informou que a doação eleitoral feita a pedido de Mantega “não teve qualquer relação nem foi dada como contrapartida” a negócios de sua empresa de construção naval OSX.

Em nota, os advogados informaram que Eike reafirma o teor das declarações feitas no dia 20 de maio de 2016, que deram origem à Operação Arquivo X, que decretou a prisão do ex-ministro. Os advogados afirmam que os recursos utilizados para a doação são de origem lícita.”Não foram decorrentes de pagamento de dividendos ou de qualquer espécie de repasse de recursos oriundos direta ou indiretamente da OSX, muito menos fruto de repasses da Integra no curso de sua atividade”, frisaram.

Segundo os defensores, o acordo para a criação do consórcio Integra, grupo formado por Mendes Júnior e OSX cujos contratos são investigados, definiu que a primeira empresa seria responsável pela operação e pelo relacionamento com a Petrobras. Procurada pela reportagem, a Isolux informou que “está colaborando abertamente com as autoridades brasileiras nas investigações”.

 

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