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EUA ameaçam impor sobretaxa de 53% ao aço brasileiro

A proposta do Departamento de Comércio dos Estados Unidos de impor barreiras a suas importações de aço e alumínio poderá ser um duro golpe à indústria siderúrgica do Brasil. O mercado americano é o principal destino das vendas brasileiras de aço ao exterior –somaram US$ 2,63 bilhões (cerca de R$ 8,47 bilhões) em 2017, segundo dados do governo, compilados pelo Instituto Aço Brasil, que representa a indústria nacional. A ideia de impor tarifas e cotas às importações foi detalhada em um relatório, divulgado ontem (16).

O objetivo do órgão americano é ampliar a produção de aço local e retomar os empregos do setor no país, que caíram 35% desde 1998. O estudo destaca que os Estados Unidos são o maior importador de aço do mundo e propõe três alternativas para solucionar a questão.

A primeira é aplicar uma taxa de ao menos 24% a todas as importações, independentemente do país de origem. A segunda opção seria uma tarifa de ao menos 53% sobre o aço importado de 12 países: Brasil, China, Costa Rica, Índia, Malásia, Coreia do Sul, Rússia, África do Sul, Tailândia, Turquia e Vietnã. Além disso, há uma possibilidade de criar uma cota para todos os produtos de aço, equivalente a 63% de todas as importações dos EUA em 2017.

A ideia, segundo o relatório, é que a atual capacidade ociosa no país caia dos atuais 27% para cerca de 20% -uma taxa considerada mínima para que a indústria seja viável em um longo prazo. Em relação ao alumínio, a proposta é impor uma tarifa de 7,7% a todas as importações ou aplicar uma taxa de 23,6% aos produtos vindos de China, Hong Kong, Rússia, Venezuela e Vietnã.

O relatório interno ainda não representa uma decisão final. O Brasil vai enviar uma comitiva a Washington, para negociar com membros da Casa Branca e parlamentares a exclusão do país da lista de países que podem sofrer restrições, segundo Marco Polo de Mello Lopes, presidente do Instituto Aço Brasil.

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