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Estudantes fazem ato em SP contra reforma no ensino médio

Ato começou por volta das 19 horas na  av. Paulista. Foto: Rovena Rosa/ Agência Brasil

Estudantes ralizaram na Capital, ontem (26), manifestação contra o projeto de reforma do ensino médio apresentado na semana passada pelo governo Michel Temer (PMDB). É o primeiro ato contra o projeto. Os estudantes ocuparam a avenida Paulista no sentido Consolação por volta das 18h35. O trânsito foi interditado nos dois sentidos. A passeata começou por volta das 18h50, ocupando a via no sentido Paraíso e foi encerrada no no Parque Ibirapuera, por volta das 21h.

O ato foi convocado pelas redes sociais por um grupo intitulado como Estudantes Libertários Autônomos. “Não queremos somente participar, mas sim tomar as decisões. Tudo nos é imposto de cima, mas nem tudo que cai do céu e sagrado”, cita a descrição do evento.

O governo decidiu tocar as mudanças por medida provisória. O que provocou reações negativas, por limitar discussões sobre o projeto. Os organizadores da manifestação ainda afirmam que o governo faz uma “cruzada” contra disciplinas de “questionamento crítico”, como artes, sociologia e política. Mudanças que tratam do fim da obrigatoriedade das disciplinas também causaram grande polêmica.

Ao anunciar o plano de reformulação, o Ministério da Educação distribuiu texto do que seria a medida provisória encaminhada ao Congresso. Por esse documento, artes e educação física seriam obrigatórias somente do ensino infantil ao fundamental. A obrigatoriedade de sociologia e filosofia também sumiu.

Versão oficial

Na sexta-feira (23), porém, ao publicar a versão oficial da MP no “Diário Oficial” da União, o governo manteve o fim da obrigatoriedade das disciplinas, mas apontou que a regra somente passará a valer a partir do segundo ano letivo posterior à aprovação da Base Nacional Comum Curricular.

O Ministério da Educação diz que nunca houve a intenção de eliminar as disciplinas, e que a versão divulgada na quinta-feira ainda não havia passado por revisões. Os conteúdos, segundo a pasta, serão contemplados na BNCC. A base nacional definirá os conteúdos para as diferentes etapas da educação básica e ainda está em discussão, sem prazo para a sua conclusão. Na prática, a presença ou não dessas disciplinas no ensino médio será decidida pelo conteúdo da base nacional.

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