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Esporte e cultura = vida!

Esporte e cultura = vida!
Foto: Divulgação

O mundo não estava preparado para essa inusitada e grave situação que vivemos atualmente. Isso é fato, independente se há melhores ou piores medidas aqui e ali. O certo é que nesse assunto ninguém sabe nada e todos (ou quase todos) estão tentando aprender juntos. O isolamento social tem sido a forma mais plausível de se evitar maior disseminação da doença, o que é comprovado por países que tardaram a adotar tal medida e pagaram e, por isso, ainda pagam, com a vida dos cidadãos.

O isolamento social causa uma série de transtornos inclusive para a saúde física e mental. E para “espanto” de alguns, o Esporte e a Cultura têm colaborado para mitigar a ansiedade, nervosismo e outras situações até psicossomáticas. Mas, também é muito triste ver que não se da a devida importância a vida das pessoas e sim com a economia, demonstrando que a vida humana foi transformada em objeto e valorada em termos monetários, desprezando-se a importância desses vetores.

Tem-se observado boas ações de artistas e pessoas que mesmo confinadas tem se exercitado de alguma forma, assim, o esporte e a cultura têm sido válvulas de escape, minorando algumas situações. Isso faz valer a máxima “Mente sã, corpo são”, oriunda da Sátira X do poeta romano Juvenal, que expressa o que os seres humanos deveriam desejar. Assim, um bom momento para refletir e praticar.

Como professor de educação física e gestor de esportes lamento a postura do governo federal que não tem dado prioridade a essas questões incluindo-as em programa de medidas emergenciais. Aliás, nem um programa emergencial havia, uma vez que o “legal” líder máximo da Nação ainda se debate com governadores e prefeitos, uma vez que serve a interesses puramente econômicos.

Abrindo parênteses, nesse momento o profissional de educação física sofre um ataque sério, perigoso e absurdo que é a desregulamentação da profissão. Há em curso uno STF uma ADI 3428 contestando a legitimidade da lei 9696/1998 proposta pelo Congresso Nacional e sancionada pelo então presidente FHC.

Ora, se os parlamentos do país, em todas as esferas, não podem propor leis, quem o fará???

Isso é apenas pano de fundo que tenta encobrir o real motivo: com a desregulamentação vem a desobrigação da necessidade do diploma universitário para o exercício da profissão, o que já ocorreu recentemente com o jornalismo. Abre-se brechas para pessoas, sem a devida formação acadêmica, possam exercer a profissão. Vamos cair na questão econômica, que interessa a grandes grupos de academias, escolas particulares e outros afins.

É possível que se desenvolva programa para práticas esportivas nas residências enquanto durar o isolamento social. Essa medida, com certeza, por experiência profissional, irá colaborar para a melhora da qualidade de vida nesse momento de triste pesar. É possível, para quem deseja aprender com as situações adversas, que sirva para que os governos comecem a pensar essa questão do esporte e da cultura como vetores preventivos à depressão e outras doenças.

José Luis Ferrarezi
Professor de educação física, gestor público,

ex-secretário de Esportes de São Bernardo
Vereador/PT

 

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