Curiosidades

Especialista explica como entender os dentes que não ‘nascem’

Caso de dente não irrompido pode ocorrer em criança, jovem e adulto. Foto: Gerd Altmann/Pixabay
Caso de dente não irrompido pode ocorrer em criança, jovem e adulto. Foto: Gerd Altmann/Pixabay

É chamado de dente retido aquele que ainda não “nasceu), quando já deveria ter irrompido. Podem ser apontadas algumas causas que impedem ou alteram a erupção natural do dente, como explica Amanda Lopes Teixeira, cirurgiã-dentista e membro da Câmara Técnica de Odontopediatria do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (Crosp).

As principais causas são: falta de espaço, um problema frequente que pode ser causado devido ao dente ser muito volumoso em relação ao espaço ósseo, devido a perdas dentárias precoces, entre outros fatores; anquilose do dente de leite, em que ocorre uma “fusão” da raiz do dente de leite com o osso, fazendo com que não amoleça, impedindo a erupção do dente permanente; perda precoce do dente de leite, nesse caso pode haver a formação tecido ósseo que também impossibilita que o dente permanente erupcione, ou seja, nasça.

Ainda podem ocorrer casos de fibrose gengival, quando a gengiva que recobre o perma­nente fica muito grossa, ou processos patológicos, como cistos, tumores e alterações ósseas que podem prejudicar a erupção natural do dente.

“Quando o dente perma­nente não erupciona, pode haver alteração no desenvolvimento das arcadas e prejudicar o posicionamento dos dentes vizinhos. Se nasce de maneira incompleta, pode causar um maior acúmulo de placa bacteriana o que pode causar inflamação ou infecção na gengiva, cárie, entre outros problemas”, esclarece Amanda.

Casos de dente não irrompido podem ocorrer em crianças, adolescentes e adultos. O terceiro molar (dente do siso) é o mais acometido por esse pro­blema, seguido pelos caninos, podendo também ocorrer com outros dentes. Ainda é possível que a pessoa tenha um dente de leite até a idade adulta e isso impeça a erupção do dente permanente.

TRATAMENTO

O tratamento deverá ser realizado pelo cirurgião-dentista de acordo com a causa do pro­blema. De acordo com a especialista, no caso de dente decíduo (dente de leite) com anquilose, esse deverá ser removido para a erupção do permanente. Para a falta de espaço, poderá ser necessário tratamento ortodôntico para que esse dente ocupe a sua posição ideal. Já quando há a perda precoce do dente decíduo o cirurgião-dentista pode usar mantenedores de espaço para acompanhar a erupção do permanente e evitar perda de espaço.

Em caso de gengiva fibrosada que impede a erupção do dente, o cirurgião-dentista faz um pequeno corte nesta área para que o dente possa nascer. Lembrando que qualquer intervenção só é realizada depois de um exame detalhado.

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