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Especialista alerta para riscos de colesterol alto

A prática de atividade física é aliada no tratamento. Foto: DivulgaçãoSegundo dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia, 67% da população desconhece a taxa de colesterol alto. Na data em que se celebra o Dia Nacional de Combate ao Colesterol, 8 de agosto, o cardiologista e diretor do Departamento de Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia,  Tria Bianco, explica que o histórico familiar é um dos fatores que deve servir de alerta.

“A grande maioria das pessoas não sabe quais são seus níveis de colesterol. Existem algumas doenças, como a hipercolesterolemia familiar, em que os indivíduos já têm colesterol alto desde a sua fase embrionária até o nascimento. É uma doença genética, causada por uma mutação de um gene. Então, são criancinhas que já tem níveis de colesterol elevado”, destacou.

Apesar de não ter cura, o quadro pode ser controlado pelo indivíduo com o acompanhamento correto. “Às vezes, algumas modificações de estilo de vida, que não envolvem só a alimentação, mas também o abandono do tabagismo, o estímulo à prática de atividade física, são o suficiente para você baixar os níveis de colesterol alcançados ou desejáveis. Quando essas medidas não são suficientes, pode-se prescrever medicamentos adequados”, afirmou Tria Bianco.

O médico explicou o funcionamento do coração fazendo comparação com uma casa: as cavidades são como as paredes; as válvulas são as portas e janelas, e os vasos e artérias são o sistema hidráulico. “Em situações de patologia, o acúmulo de gordura pode acarretar em um ataque do coração ou um ataque isquêmico (uma espécie de mini-acidente vascular cerebral/AVC), quando as artérias obstruídas são as que irrigam o cérebro”, detalhou.

O colesterol também pode ser uma doença hereditária, ou seja, no caso de pai ou mãe com os níveis altos, os filhos também podem desenvolver a patologia ao longo da vida. “Como não existem sintomas, o ideal é que as pessoas façam exames periódicos para medir o nível de colesterol em seus organismos, desde a primeira infância”, declarou o diretor. Como em qualquer doença, o diagnóstico precoce é aliado do tratamento.

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