Arte & Lazer, Social

Especial de aniversário de Diadema – Vera Lúcia Martinez, 30 anos dedicados à área da saúde

Vera será merecidamente homenageada, no próximo dia 16, com o título de Cidadã Diademense. Foto: Arquivo pessoal
Vera será merecidamente homenageada, no próximo dia 16, com o título de Cidadã Diademense. Foto: Arquivo pessoal

Amor incondicional às pessoas. Essa é a definição da dia­demense Vera Lúcia Martinez, a Verinha da Saúde, como muitos a conhecem. De sorriso fácil e abraços apertados, Vera entrou há 30 anos em um hospital com um familiar e nunca mais saiu. Hoje, com mais de 60 anos, está em isolamento por conta da pandemia de coronavírus. Porém, ainda assim, quando solicitada por conta de uma urgência, mesmo pelo telefone, não sossega enquanto não souber que a pessoa foi atendida.

Verinha passou pelo antigo Hospital São Lucas e pelo Hospital Municipal e, se o dia tivesse 30 horas, essa diademense trabalha­ria as 30, só para não deixar uma pessoa sequer que precisasse de auxílio médico sem atendimento.

Vera coleciona histórias nos muitos anos que atuou diretamente na área da saúde. Como nunca se preocupou a quem prestava auxílio – ‘pessoa é pessoa, precisa de ajuda, eu ajudo’, diz ela -, certa vez, Vera foi acionada porque um se­nhor em situação de rua estava passando muito mal e ninguém queria socorrê-lo. Sem pensar duas vezes, correu até o estacionamento, pegou seu carro, colocou o senhor dentro e partiu para o hospital. Resu­mindo, o paciente foi socorrido, mas seu carro novinho nunca foi o mesmo. Um mês depois, a quem reclamava, Vera dizia calmamente: ‘abra o vidro. O que interessa é que ele está bem’.

A família e os amigos sabem que contar com ela para algum evento que não seja ligado à saúde significava esperar por horas. Por muitos anos Vera andava com ao menos dois celulares para atender a todos que precisassem dela. Em uma ocasião, chamou duas amigas para uma ‘cervejinha depois do trabalho’. Em meio ao bate-papo, um dos celulares tocou e ela saiu para atendê-lo em um local mais reservado. Nem precisa dizer que depois de 15 minutos as amigas perceberam que a Vera tinha ido socorrer alguém e não ia mais voltar.

Vera chegava atrasada em todas as festas ou, na maioria das vezes, se preparava toda e não aparecia por conta de um chamado de última hora.

Há cerca de dez anos uma amiga casou e a convidou para a cerimônia. Passados uns oito anos, em um encontro, o casamento voltou à conversa.

Vera lembrou do sapato e do vestido que usou. Ao notar o olhar da amiga, parou, pensou e disse: ‘acho que seu presente deve estar no meu armário, né?’ Vera não foi ao casamento. Uma criança precisou de sua ajuda. Vale destacar que essas histórias não são exceção. Até no chá de cozinha de sua filha Vera chegou atrasada – mas, com certeza, ao casamento ela esteve presente, pelo menos na hora das fotos.

Este ano Vera será merecidamente homenageada, no próximo dia 16, com o título de Cidadã Diademense por conta de seu grande traba­lho na área da saúde, projeto de autoria do seu grande amigo Dr. Ricardo Yoshio.

“Se for definir o que a Vera é para mim em uma frase, é o livro da minha história de vida. A Vera esteve presente em todos os momentos de minha vida desde minha formação acadêmica, como médico. Esteve presente na vida de meus filhos, dos meus pais. Nas conquistas, nas tristezas e nas alegrias. Já se vão 45 anos”, afirma Yoshio.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*