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Escola e Meio Ambiente vão cuidar de praça em Diadema

Em 2015, alunos e comunidade escolar iniciaram limpeza. Foto: Divulgação

Árvores foram podadas sem diálogo entre prefeitura e escola. Foto: Eberly Laurindo

 

 

 

 

 

 

 

O que parecia a solução para muitos problemas em uma praça na região central de Diadema quase acaba em tristeza e frustração. A escola Julio Verne, localizada na avenida Nossa Senhora das Vitórias, resolveu cuidar, juntamente com a comunidade escolar, de uma praça que fica em frente à instituição. Desde 2015 o cenário de lixo, entulho, móveis e abandono deu lugar a árvores, ninhos de passarinho e cidadania. No entanto, a falta de comunicação oficial com a administração municipal resultou na retirada de parte do projeto, na semana passada, em uma das ações do programa Mãos à Obra.

O projeto, que está realizando manutenção dos próprios públicos e remoção de lixo e entulho, está na região central e os funcionários, todos da frente de trabalho, não atenderam ao apelo dos funcionários da escola e cortaram diversas árvores e plantas que haviam sido plantadas pelos alunos. “Não adiantou a gente argumentar, pedir para que parassem. Podaram plantas com flores, nosso pé de maracujá, foi muito triste”, relatou o diretor-geral da escola, Alexandre Medeiros.

Com a chegada de um funcionário do Departamento de Urbanismo, os outros funcionários pararam de remover as plantas e uma reunião com a Secretaria de Meio Ambiente foi agendada. “Tentamos por todo o ano de 2014 entrar em contato com a administração, para formalizar que estávamos cuidando da praça. É muito frustrante para todos que se envolveram no projeto, ver tudo destruído”, completou Medeiros.

A secretária de Meio Ambiente de Diadema, Tatiana Capel, reconhece que faltou comunicação entre a instituição de ensino e a prefeitura. “Não sabíamos que a escola e a comunidade cuidavam da praça. Pedimos desculpas, mas a equipe do programa Mãos à Obra saiu com o roteiro de trabalho e apenas executou”, justificou Tatiana.

“Nos reunimos, conversamos. A secretaria vai fazer o projeto de paisagismo, podemos até doar algumas mudas, e a escola vai executar. É um projeto muito bacana, tem o reconhecimento da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) e ficaríamos mais felizes se outras instituições privadas da cidade tivessem essa iniciativa”, concluiu.

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