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Entrega de título a França ganha tom de campanha em Diadema

Entrega de titulo a França ganha tom de campanha em Diadema
França destacou que agora é um cidadão diademense e que quer colaborar com a cidade. Foto: Eberly Laurindo/Câmara de Diadema

O governador Márcio França (PSB) recebeu na noite de ontem o título de Cidadão Diademense. O evento de entrega foi realizado na Câmara e virou grande ato político a favor de França, candidato à reeleição em outubro, com a presença do prefeito da cidade, Lauro Michels (PV), vereadores e lideranças políticas de outros municípios.

O primeiro a usar a tribuna, Lauro Michels, que já declarou seu apoio à reeleição do governador, destacou os investimentos que o governo estadual tem feito na cidade, como a Fábrica de Cultura e a Rede Lucy Montoro, cujos prédios já foram entregues, mas ainda aguardam pela operação. “O senhor está ajudando Diadema e Diadema vai ajudar o senhor. Tenho certeza que temos parceria muito grande e ela vai se estender durante muitos anos”, afirmou.

Presidente da Câmara, o vereador Marcos Michels (PSB) foi ainda mais incisivo e ao agradecer a presença das pessoas que acompanhavam a cerimônia, frisou que não poderia esquecer de quem estava ali prestigiando “nosso governador e futuro governador reeleito do Estado de São Paulo”. “Precisamos de vocês, que serão nosso combustível para que possamos chegar nas fronteiras dos nossos sonhos. Porque se vocês não estiverem conosco, juntos, não chegaremos nem ao próximo meridiano”, pontuou.

Marcos Michels fez menções ao adversário de França, o ex-prefeito de São Paulo João Doria 9PSDB), pré-candidato a governador, ao afirmar que “acelerar demais não tem nos permitido o precioso tempo de olhar as pessoas de frente, enxergando as suas necessidades. Precisamos ter pressa, mas não podemos faltar com o diálogo, nem fazermos das pessoas escravas das nossas vontades, nem puni-las quando discordarem”. A referência foi ao slogan de Doria, “Acelera SP”, e também às recentes expulsões de tucanos que declararam apoio a França, como o prefeito de Rio Grande da Serra, Gabriel Maranhão (PSDB).

Lealdade

O parlamentar também cutucou o prefeito, com quem tem travado uma disputa para ser candidato a deputado estadual. O governo apoia a candidatura do vice-prefeito Márcio Paschoal Giudício, o Márcio da Farmácia (Podemos). “Márcio França tem mostrado que política se faz com lealdade e com brilho nos olhos. É também exemplo de que política não se faz por decreto, por opressão ou por imposição. É bom lembrarmos que tanto na política quanto na vida, é errado sim, querer passar por cima das pessoas”, pontuou.

Celio Lucas de Almeida, o Celio Boi (PSB), autor do projeto que concedeu o título ao governador, destacou que em 2016 foi expulso duas vezes do partido, por ordem de Marcos Michels, que havia acabado de assumir o partido e tentava vencer a resistência de Boi em apoiar o governo. “Se não fosse a mão de Márcio França, talvez não estivesse aqui e quero publicamente agradecer pela lealdade, pelo compromisso e pelo respeito naquele momento que passamos grandes dificuldades do ponto de vista político-partidário”, afirmou. “Graças ao senhor, que me permitiu continuar no partido, me reelegi, contra tudo e contra todos”, afirmou.

França, por sua vez, destacou que a partir de agora é um cidadão diademense e que quer colaborar com a cidade, mas também fez provocações a Doria, que desde a campanha para prefeito de São Paulo se declara ser gestor e não político. “Tenho muito orgulho de ser político. Fui eleito prefeito e reeleito com 93% dos votos; sai e deixei meu sucessor eleito com 84% dos votos. Tudo que prometi, fiz. O tempo que o povo me deu de mandato cumpri. Não largo minha tarefa pela metade”, afirmou. Doria assinou documentos garantindo que não deixaria a prefeitura para disputar outro cargo eletivo, mas alegou que a conjuntura política mudou.

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