Esportes, Paulistão

Entre greve e atraso de salários, Lusa vê risco de quinto rebaixamento desde 2013

Há tempos a expressão à beira do precipício não soa como novidade quando ligada à Portuguesa. Vivendo caos financeiro e técnico, a equipe está próxima de entrar na zona de rebaixamento da Série A2 do Paulista.

Com sete pontos após nove jogos disputados na competição, a equipe é a 14ª colocada e pode terminar a 10ª rodada na zona de descenso se não vencer o Taubaté amanhã (4), às 10h, no Canindé, dependendo de outros resultados.

A equipe se aproxima do que seria seu quinto rebaixamento em menos de cinco anos. A história de declínio começou em 2013, após a queda para a Série B do Campeonato Brasileiro depois de ser punida com a perda de quatro pontos pela escalação irregular de Héverton na última rodada.

A desordem ficou evidente após a derrota para o Oeste por 3 a 0, em casa, pela quinta rodada, no dia 30 de janeiro. No dia 2 de fevereiro, jogadores se reuniram antes do treino da tarde e decidiram entrar em greve, alegando atraso nos salários.

Entregues aos atletas, cheques pré-datados de um parceiro da diretoria, com vencimento para 30 de janeiro, voltaram. A informação foi confirmada à reportagem pelo presidente do clube, Alexandre de Barros, que alegou ter recorrido a um antigo colaborador para quitar as pendências com os atletas.

No entanto, Barros afirma que a paralisação não aconteceu. Segundo o dirigente, os jogadores estavam insatisfeitos com o cancelamento de duas folgas após a derrota.

“Muitos jogadores programaram viagens, compraram passagens para ver a família. O Guilherme (Alves, ex-técnico) mu­dou a programação com a derrota para o Oeste, e muitos não aceitaram isso”, disse.

A versão foi contestada pe­lo ex-treinador do time. “Os jogadores decidiram não treinar por causa de salários atrasados”, afirmou.

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