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Entidades criticam volta à fase vermelha; Fecomercio estima perda de R$ 11 bi na vigência da restrição do comércio

A FecomercioSP calcula que a migração do Estado de São Paulo para as regras de restrição da fase vermelha do Plano SP, anunciada nesta quarta pelo governador João Doria vai acarretar em perda média no mês da ordem de R$ 11 bilhões. A cifra, de acordo com a entidade, se assemelha aos impactos mensurados de recuo médio mensal de abril e maio do ano passado. A medida passará a vigorar a partir do próximo sábado (6).

No entendimento da entidade, o comércio formal não é responsável pela prolife­ração do novo coronavírus, já que a flexibilização das regras de funcionamento desse setor existe desde agosto em diversas regiões do Estado. Para a Fe­deração, a restrição a setores consi­derados não essenciais não terá a eficácia almejada se não for acompanhada por fiscalização constante e intensiva das irregularidades e atividades clandestinas.

A Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop) publicou um comunicado à imprensa afirmando que vê com “grande pesar” a migração do Estado de São Paulo para a fase vermelha, com o fechamento do comércio.

“Serão mais duas semanas de comércio fechado, um desespero a mais para os lojistas que estão vivendo dia após dia nesta incerteza e isso tudo após a aplicação de protocolos de saúde. Tememos pela aceleração do desemprego, principalmente de pequenos lojistas que representam 70% do total dentro de um shopping”, destacou o presidente da Alshop, Nabil Sahyoun.

“O poder público deveria, desde o começo, voltar sua atenção em manter hospitais de campanha, aumentar a testagem, reforçar a oferta de transporte público entre outras medidas, e o que estamos vendo é justamente o contrário”, disse Sahyoun.

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) criticou a decisão de João Doria “A cada dois dias, enfrenta-se uma mudança de posicionamento. É impossível que negócios se mantenham de pé em um cenário desses, no qual falta planejamento e transparência”, diz a associação, em nota.

“É cruel deixar que bares e restaurantes amarguem sozinhos os prejuízos de mais um fechamento. O que temos pedido incansavelmente ao governador é respeito e justiça”, afirma Paulo Solmucci, presidente da Abrasel.

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