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Empresário e pré-candidato em São Bernardo, Moreira defende o isolamento, mas afirma que muitos fecharão as portas se pandemia perdurar mais

Empresário e pré-candidato em São Bernardo, Moreira defende o isolamento, mas afirma que muitos fecharão as portas se pandemia perdurar mais
Beto Moreira: “viemos de anos muito duros para economia e no ano que achávamos que as coisas podiam começar a melhorar acontece a pandemia”. Foto: Divulgação

Beto Moreira, empresário do ramo de hotelaria, filou-se no DEM e é pré-candidato a vereador em São Bernardo. Em entrevista ao Diário Regional, o democrata afirmou que a pandemia de coronavírus deixou os pequenos empresários sem chão. Defende o isolamento social, mas afirma que ocorrem demissões e que se a crise demorar muito mais para passar, muitos fecharão as portas.

O senhor,  embora já tenha presidido algumas siglas partidárias na cidade, sempre foi convidado para ser candidato e nunca se interessou. Por que agora?

Sempre apoiamos candidatos que prometiam estar ligados aos nossos anseios como pequenos empreendedores aqui na nossa cidade, mas agora, porque as condições pedem , é que resolvi me candidatar a vereador .

Como o senhor analisa o atual cenário político nacional antes e durante a pandemia?

Essa dicotomia gerada na última eleição presidencial não tem nada de bom para ninguém, a não ser para aqueles que vivem dela. Querem, na verdade, adiantar a disputa eleitoral de 2022 e isso, para aqueles que trabalham e produzem, gerando riquezas, só traz incertezas e prejuízos. Viemos de anos muito duros para economia e no ano que achávamos que as coisas podiam começar a melhorar acontece a pandemia.

Como analisa cenário político estadual antes e durante a pandemia?

A saúde está entre as suas obrigações. Então, o governo do estado está agindo, ao meu ver, com bastante cautela. As medidas restritivas, neste momento, são necessárias.

E o cenário político municipal antes e durante a pandemia?

A administração Orlando Morando (PSDB) está agindo corretamente para tentar minorar a crise que poderá atingir, em cheio, a nossa cidade

Como empresário e integrante do sindicato patronal da categoria (SEHAL ), como o senhor analisa o atual momento econômico?:

Para aquelas empresas que o sindicato alberga, bares restaurantes, hotéis, motéis e buffets esta crise nos deixou sem chão. Não atendemos ninguém. Nosso faturamento foi quase ao zero. Estamos demitindo e se perdurar muito mais várias empresas fecharão as portas. Noventa e cinco por cento  das empresas são pequenas ou médias, justamente as que movimentam a economia local. São as que empregam e que dão renda e sustento a milhares de famílias. Espero em Deus que tudo logo volte ao normal

Como o senhor avalia o isolamento social?

Essa medida é necessária para combater o início da pandemia. No meu caso eu e minha família estamos em quarentena. Fechei meu negócio e o sindicato por 30 dias, não vou comprometer a saúde dos nossos colaboradores.

O senhor pretende defender quais bandeiras caso seja eleito?

O Incremento do comércio varejista local
A compra pública feita preferencialmente no município,
O trabalho ser oferecidos nas agências municipais de emprego e preferencialmente para munícipes
Desburocratização da máquina pública
E o atendimento à mulher trabalhadora ( que no meu ramo de atividade chega a 85% dos empregos)
Parece utopia, mas precisamos desenvolver políticas públicas nesse sentido. As pessoas moram na cidade. Sou municipalista.

Há histeria nacional rlacionada ao Fundo Partidário e seu uso para o combate ao covid 19. O problema é dinheiro ou gstão?

Sem dinheiro não existe gestão nesta crise, o Congresso Nacional se apega ao discurso que esse fundo ajuda a garantir a democracia, como se a democracia, estivesse em perigo. O perigo é a falta de recurso para as prefeituras comprarem o que é necessário para atender a sua população. O uso desse dinheiro nesse sentido tem meu total apoio.

 Suas considerações

Espero que nossa vida volte ao normal o mais rápido possível e que nosso trabalho de anos não tenha sofrido tanto quanto imaginamos. Espero em Deus que possamos voltar a empreender e empregar e que possamos trazer de volta a paz e a saúde que esse povo tão bom e sofrido merece. A economia se recupera com pessoas saudáveis e trabalhadoras, e o nosso povo não foge a luta, não foge ao trabalho.

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