Esportes, Futebol

Em sete anos, time deixa anonimato e vira sensação do futebol brasileiro

Em apenas sete anos, a Chapecoense saiu do anonimato para se tornar uma das maiores sensações do futebol brasileiro atual.
Em 2009, a equipe catarinense disputava somente a Série D do Brasileiro. Após um terceiro lugar na competição daquele ano, a história do clube começou a mudar.

Ao contrário dos grandes clubes, a Chapecoense tem orçamento enxuto, executivos de sucesso na iniciativa privada e jogadores desconhecidos ganhando salários “realistas”.

Jogadores comemoram título catarinense deste ano. Foto: ArquivoAlvadir Pelisser, um dos fundadores da Chapecoense afirmou à BBC Brasil que o clube nasceu debaixo de árvore na Avenida Central de Chapecó, quando ele e um amigo, Lotário Immich, decidiram propor a fusão de dois times antigos, Atlético Chapecó e Independente, e montar novo clube.

A Chapecoense foi fundada no dia 10 de maio de 1973. Em 2005, por pouco o time não teve as portas fechadas. Devido a uma dívida de cerca de R$ 1,5 milhão, a razão social do clube teve de ser modificada para escapar da falência. Nesta época, o time sequer jogava o Nacional.

Diante do cenário financeiro desolador, um grupo de empresários da região se uniu para quitar a dívida passadas.
“Do valor arrecadado, 70% era investido no futebol, enquanto 30% era destinado para pagar as dívidas, que terminaram em 2013”, afirmou Sandro Parollo, presidente da Chapecoense, em setembro.

Parollo foi uma das vítimas do acidente com o avião em Medellín.
Atualmente, a Aurora – terceiro maior conglomerado industrial do setor de carnes do Brasil – desembolsa R$ 3,5 milhões por ano ao time para estampar sua marca na camisa. A Caixa é a principal patrocinadora e investe R$ 5 milhões anuais.

O clube também recebe R$ 25 milhões da TV e outros R$ 5 milhões pagos pelos seus cerca de 8 mil sócios, somando orçamento ao redor de R$ 45 milhões anuais.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*