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Em Santo André, esquina da Figueiras é palco para violinista

Em Santo André, esquina da Figueiras é palco para violinista
Dalbert: “tocar violino na rua é uma forma de viver”. Foto: Danielle Moraes especial para o DR

Quem passa pelo cruzamento da Figueiras com a Rua das Goiabeiras no bairro Jardim, em Santo André, às segundas-feiras, é atraído pelos acordes do violino de Dalbert Barbosa, que traz em sua bagagem uma história diferenciada.

O violinista afirma que foi por meio de um sonho, após ser atropelado por um ônibus, que descobriu sua veia musical. “Dormi durante quatro dias e sonhei com um violino em cima de um móvel. Havia uma moça que disse que era meu e que poderia tocar. Peguei o instrumento e comecei a tocar uma melodia. A moça chegou perto e me deu um abraço. Quando quis ir embora, a jovem pediu para que ficasse um pouco mais. Porém, queria ir. Andei durante um bom tempo e percebi que tinha uma porta grande, ao empurrá-la vi uma luz muito forte e acordei”, afirma o músico.

Tempos depois, Barbosa ganhou um violino de presente de aniversário do seu pai. Segundo o músico, apesar de nunca ter tocado no instrumento antes, tocou a música que havia executado em seu sonho. Daí em diante, começou a aprimorar suas técnicas. “Meu primeiro momento com ele (violino) foi muito feliz, me senti muito bem”, destaca.

Dalbert afirma que outra parte de seu sonho também se realizou. Convidado para um Festival Internacional Música, encontrou a jovem que estava no seu sonho, Caroline Gomes, hoje sua esposa. Até três semanas antes do casamento, Caroline não sabia o que tinha acontecido na vida do músico. “Não sabia. Ele me contou pelo telefone. Estava fazendo intercâmbio nos Estados Unidos. Achei natural, como se já soubesse”, diz Caroline.

Carioca, o músico começou a frequentar Santo André por conta da esposa e familiares que moram na cidade. No início tocava na Rua Oliveira Lima, mas em uma das vindas do Rio de Janeiro percebeu que não era mais seu local de tocar. Segundo o violinista, caminhando pela Rua das Goiabeiras se encantou e sentiu que ali era o seu novo lar. “Tenho uma identificação pessoal com este lugar”, ressalta.

PROPÓSITO

O músico afirma que a rua é seu lugar. “Tocar violino na rua, ser um violinista, ser um artista, é uma forma de viver. É a minha filosofia de vida. É o propósito da minha vida, de estar vivo tocando violino sempre, cada vez melhorando mais e compondo.”

A música clássica se tornou a profissão de Dalbert. O carioca, além de tocar nas ruas, é professor de violino, trabalha em eventos, como casamentos, batizados e restaurantes. Além disso, fundou o Grupo Tarin, o qual afirma ser voltado à música cigana. “Nosso repertório traz música do leste da Europa, a qual contextualiza cultura, dança, música, comidas típicas, relatando as tristezas e alegrias deste povo”, pontua. (Colaborou Angelica Richter)

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