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Em Salvador, Brasil tenta se aproximar da torcida

Em Salvador, Brasil tenta se aproximar da torcida
Daniel Alves espera mais apoio na Arena Fonte Nova: “Na Bahia, o axé é diferente”. Foto: Lucas Figueiredo/CBF

A seleção brasileira quer vitória, festa e classificação em Salvador. Hoje (18), a partir das 21h30, a equipe do técnico Tite enfrenta a Venezuela, pela segunda rodada do Grupo A da Copa América, em busca de noite vencedora no futebol e na relação com o público. Depois de criticar a falta de apoio no Morumbi, em São Paulo, a meta é ganhar não só a partida como também a torcida baiana.

O Brasil bateu a Bolívia por 3 a 0 no Morumbi, na sexta-feira, em um ambiente frio. As vaias ao final do primeiro tempo conviveram com momentos de silêncio e de pouca participação da torcida. O lateral-direito Daniel Alves disse ter estranhado em alguns instantes a postura do público e conta com maior apoio dos seus conterrâneos – o capitão é baiano de Juazeiro.

“Na Bahia o axé é diferente. As pessoas sentem falta da sele­ção brasileira, dessa energia que a seleção leva por onde passa. Certeza que será mais animado. Se o Tite gritasse em alguns momentos (no Morumbi), seria possível escutar no campo”, disse o jogador. As duas visitas da seleção brasileira na nova Fonte Nova tiveram vitórias convincentes: 4 a 2 na Itália, pela Copa das Confederações de 2013, e 3 a 0 no Peru, em 2015, pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018, na Rússia.

A única parada da seleção brasileira no Nordeste durante a Copa América marca o retorno da equipe à região mais procurada em momentos de crise. Após a Copa de 2014, por exemplo, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e o então técnico Dunga quiseram realizar os jogos iniciais das Eliminatórias em cidades como Fortaleza, Salvador e Recife, onde entendiam ser locais de recepção mais calorosa e de público menos crítico do que no Sudeste e no Sul do país.

O técnico Tite disse confiar no apoio do público. “Estamos preparados para isso não acontecer. A Bahia tem história bonita de apoio, mas a torcida daqui pode ficar brava também”, comentou o técnico da seleção.

O Brasil espera novamente essa recepção depois de a estreia no Morumbi não ser empolgante. Pelo menos os dias iniciais em Salvador mostraram a tentativa dos torcedores de se aproximar do hotel da equipe e do Barradão, local dos treinos fechados. Porém, o forte esquema de segurança e o isolamento do elenco não permitiram muitas manifestações calorosas.

Apesar disso, a equipe vive situação confortável no grupo e vai até mesmo selar a classificação para as quartas de final em caso de vitória sobre a Venezuela. O amplo favoritismo do Brasil aumenta com a confirmação de um reforço. O meia Arthur perdeu a estreia por estar com dores no joelho direito, mas agora está recuperado e será a única novidade na escalação.

O jogador entra no lugar de Fernandinho. O objetivo de Tite é dar ao time mais dinâmica e velocidade na saída ao ataque, atributos necessários para su­pe­­rar a marcação da Venezuela. Os dois zagueiros da equipe ad­ver­sária, Villanueva e Chan­cel­lor, têm, res­pecti­vamente, 1,90 m e 1,98 m, mas são lentos na marcação e no posicionamento.

O treinador não quis confirmar a escalação, mas revelou ter cobrado do time atuação melhor que a da estreia, principalmente no primeiro tempo, quando a torcida no Morumbi vaiou.

 

BRASIL X VENEZUELA

Ár­bi­tro: Julio Bascuñan (Chile). Estádio: Arena Fonte Nova, em Salvador (BA), às 21h30. TV: Globo, Sportv.

BRASIL
Alisson; Daniel Alves, Marquinhos, Thiago Silva e Filipe Luís; Casemiro, Arthur e Coutinho; David Neres, Firmino e Richarlison. Técnico: Tite.

VENEZUELA
Faríñez; Rosales, Chancellor, Villanueva e Hernández; Savarino, Rincón, Herrera, Moreno e Murillo; Salomón. Técnico: Rafael Dudamel.

 

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