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Em S.Paulo, ao menos 14 categorias afirmam que vão aderir à greve geral

Metroviários decidiram pela paralisação total do sistema. Foto: Paulo Iannone/FramePhoto/FolhapressA greve geral convocada por centrais sindicais e movimentos sociais alinhados à esquerda contra as reformas da Previdência e da legislação trabalhista deve atingir as principais cidades do país, hoje (28). Na capital paulista, ao menos 14 categorias, incluindo metroviários, ferroviários, motoristas de ônibus, bancários, professores, químicos e servidores públicos, declararam adesão à greve nesta sexta.

O governo do Estado conseguiu uma liminar na Justiça contra a paralisação do metrô, dos ônibus e da CPTM, e estabeleceu multa de R$ 937 mil a cada um dos sindicatos em caso de descumprimento. Procurados, afirmaram que vão recorrer da decisão e que a greve está mantida.

Aeroportos também podem ser afetados. O Sindicato dos Aeroviários de Guarulhos, categoria que engloba os profissionais da área de check-in e embarque, pediram ajuda ao MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) para parar os terminais de Congonhas e Guarulhos, os dois maiores do país.

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo afirmou que deslocará policiais militares para impedir a interdição de aeroportos e de rodovias que dão acesso aos terminais, disse o secretário Mágino Alves nesta quinta (27).

Apesar da promessa, as companhias áreas Gol, Latam e Avianca acharam melhor se precaver. As três anunciaram que não vão cobrar taxas de remarcação de passagens de clientes que forem afetados pela paralisação.

Os aeronautas – pilotos, copilotos e comissários- decidiram não aderir ao movimento. Eles haviam declarado “estado de greve” em assembleia na segunda-feira (24), mas decidiram reverter a decisão nesta quinta.

“Os dois principais pleitos de emendas dos aeronautas no projeto de lei da reforma trabalhista foram atendidos”, afirmou em nota o sindicato que representa a categoria.

Manifestações

A Frente Brasil Popular e a Frente Povo Sem Medo, das quais participam organizações como o o MTST e o Levante Popular da Juventude, marcaram um protesto para as 17h no Largo da Batata, na zona oeste de São Paulo. De lá, os manifestantes planejam caminhar até a casa do presidente Michel Temer, no bairro de Pinheiros. O presidente deve permanecer em Brasília.

Panfletos de 12 páginas em que o presidente é caracterizado como um vampiro serão distribuídos no protesto. A polícia planeja bloquear o entorno da casa de Temer, segundo o governo do Estado.

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