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Em resposta a ex-presidente Lula, Rodrigo Janot diz não ser religioso

Janot: “a Lava Jato tem combatido a corrupção endêmica”. Foto: Marcelo Camargo / Agência BrasilO procurador-geral da República, Rodrigo Janot, respondeu, ontem (11), às críticas feitas pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que disse nesta quinta (10) ser vítima de “um pacto quase diabólico entre a mídia, a Polícia Federal, o Ministério Público e o juiz que está apurando todo esse processo (a Lava Jato)”. “O que posso dizer é que não sou religioso”, rebateu Janot, em café da manhã com jornalistas na sede da Procuradoria-Geral da República. No evento, apresentou balanço das atividades da instituição neste ano.

O procurador-geral também sugeriu preocupação com propostas que tramitam no Congresso e que podem ter o objetivo de barrar a Lava Jato. Comparou a situação brasileira à da Itália, onde a Operação Mãos Limpas sofreu uma “reação dos centros de poder político ou econômico” pela “autopreservação”.

Na opinião do procurador-geral, a Lava Jato não vai acabar com toda a corrupção no Brasil, mas tem combatido a “corrupção endêmica”. Janot defendeu o fim do foro privilegiado. Questionado sobre a necessidade de uma lei para coibir o abuso de autoridade, Janot afirmou que a vigente é de 1965, em plena ditadura militar, e precisa ser atualizada, mas criticou a proposta que tramita no Senado.

Janot também se posicionou contrário a qualquer tentativa de parlamentares de criminalizar o caixa 2 e, ao mesmo tempo, anistiar de outros crimes já existentes (como lavagem de dinheiro) quem praticou o delito no passado. A medida está em discussão na Câmara.

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