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Crise econômica fechou quase 7 mil empresas no ABC em quatro anos

A recessão que se abateu so­bre o ABC entre 2014 e 2016 manteve difícil a sobrevivência de empresas nos sete municípios no ano seguin­te. Em 2017, mais de 500 negócios deixaram de existir na região, segundo le­van­tamen­to divulgado, ontem (26), pe­lo Instituto Brasileiro de Geo­grafia e Estatística (IBGE).

Os dados constam do Cadastro Central de Empresas (Cempre), que reúne infor­ma­ções econômicas oriundas de pesquisas anuais do IBGE nas áreas de Indústria, Cons­trução, Comércio e Serviços, bem como de registros admi­nistrativos na área do traba­lho, como a Relação Anual de Informações Sociais (Rais). Além de empresas, os dados englobam organizações da administração pública e entidades sem fins lucrativos.

Segundo o Cempre, havia 80.203 empresas e ou­tras organizações formais ati­­­vas no ABC no final de 2017, ou 522 a menos (queda de 0,6%) em comparação ao total exis­tente um ano antes.

Em quatro anos, crise econômica fechou quase 7 mil empresas no ABC

Desde 2013, último ano em que o Produto Interno Bruto (PIB) da região fechou no “azul”, o universo de empresas dos sete municípios encolheu 7,8%, com o fechamento de 6.816 negócios (ve­­ja quadro ao lado). Essa re­dução reflete a retração da economia do ABC, que caiu 24,3% em termos reais entre 2014 e 2016 – os dados de 2017 serão divulgados apenas no final des­te ano pelo IBGE.

O segmento de Comércio e Reparação de Veículos res­pondia, em 2017, pela maior fatia de empresas e outras organizações no ABC (35,2% do total). Foi também a atividade que teve a maior quantidade de empresas fechadas (quase 4 mil, com queda de 15,1%).

Também na passagem de 2016 para 2017, o número de indústrias de transformação caiu de 7.224 para 7.071 (-2,1%). A participação, por sua vez, ficou em 8,8%.

No corte geográfico, seis dos sete municípios tiveram queda no número de empresas ativas. A exceção foi São Caetano, que registrou a aber­tura de 202 negócios.

Entre os municípios que reduziram seu universo de empresas, o pior resultado foi o de Diadema, com queda de 2,2%.

EMPREGO

No último dia de 2017, as empresas e organizações da região ocupavam 839,6 mil pessoas, das quais 732,4 mil assalariadas. No ano, foram pagos R$ 30,9 bilhões em salários e outras remunerações. O salário médio mensal foi R$ 3.235,32, o equivalen­te a 3,5 salários mínimos.

Na comparação com 2016, o total de salários e outras remunerações pago na região subiu 3,4%, enquanto o salário médio mensal cresceu 6,4%, em termos nominais (sem correção da inflação).

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