Editorias, Mundo

Em primeira entrevista, Trump diz que notícias sobre Rússia são vazamentos

Trump: “alguém realmente acredita nessa história?”. Foto: Reprodução Twitter

Depois de um atraso de quase um mês, o presidente eleito Donald Trump deu ontem (11) sua primeira entrevista oficial à imprensa depois que venceu as eleições para a presidência dos Estados Unidos em novembro. Trump deve tomar posse como presidente dia 20. A entrevista ocorreu na Trump Tower, em Nova York, edifício onde funciona o escritório de negócios do bilionário. O evento foi transmitido em rede nacional de televisão.

Entre várias declarações polêmicas, condenou um dossiê com supostas informações comprometedoras contra ele, divulgado na noite de terça (10), e disse que ter a simpatia do líder russo, Vladimir Putin, será uma “vantagem” de seu governo. O presidente eleito disse que o noticiário publicado sobre o assunto pode ser originário de vazamentos da agência de inteligência. Segundo Trump, se isso de fato ocorreu, seria “uma tremenda mancha em seu registro se elas (agências de inteligência) fizeram isso.”

Segundo o dossiê, a Rússia teria até mesmo imagens de orgias feitas pelo bilionário em um hotel de Moscou.

“Alguém realmente acredita nessa história?” disse Trump. “Além do mais, eu sou bastante germofóbico. Acredite em mim.” A resposta pareceu ser uma referência a um trecho do dossiê segundo o qual Trump teria praticado “chuva dourada” (quando um parceiro urina no outro) com prostitutas.

Ontem pela manhã, Trump e o Kremlin negaram o conteúdo do relatório, dizendo se tratar de uma notícia falsa usada para comprometer as relações entre Moscou e Washington.

Citando funcionários americanos não identificados, a rede CNN informou na terça, pouco antes do início do discurso de Obama, que os chefes de espionagem apresentaram a Trump na semana passada um resumo de duas páginas sobre as informações coletadas contra ele.

Pouco depois da divulgação da notícia da CNN, o site BuzzFeed publicou a íntegra do dossiê, encomendado a um espião britânico por uma consultoria política de Washington, para ser usado como material contra Trump na campanha. Os papéis circulavam no alto escalão do governo e na imprensa há semanas, mas não eram divulgados porque sua autenticidade não pôde ser comprovada.

Durante a entrevista, Trump impediu que o repórter James Acosta, da CNN, fizesse uma pergunta. “Você não, sua organização é terrível”, disse reiteradamente o republicano, apontando para o jornalista. “Vocês são notícias falsas (sic).”

Trump chamou o BuzzFeed de “fracassada pilha de lixo”. Pouco antes, no início da entrevista, Trump havia dito respeitar “a liberdade de imprensa e tudo mais”.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*