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Em meio a homenagens a Fidel, pousa o 1º voo comercial entre EUA e Havana

Milhares de cubanos prestam última homenagem a Fidel Castro. Ladyrene Pérez/ Cuba

Após decolar de Miami, pousou ontem (28) em Havana o primeiro voo regular de passageiros entre os Estados Unidos a capital cubana em mais de 50 anos. Desde agosto, companhias aéreas americanas realizam regularmente voos para algumas cidades turísticas de Cuba, mas a capital ainda não estava incluída nos itinerários regulares.

O voo histórico da American Airlines estava programado havia algum tempo. Quando compraram as passagens aéreas para a ilha caribenha, os viajantes não faziam ideia de que a data da viagem coincidiria com o início das cerimônias em homenagem ao ditador Fidel Castro, morto na sexta-feira (25) aos 90 anos. “É uma experiência única na vida”, disse a passageira americana Priva Rhat. “Será interessante ver como as pessoas reagirão à morte (de Fidel)”, destacou.

Dilema

O presidente russo, Vladimir Putin, não irá às cerimônias fúnebres de Fidel Castro – ele se prepara para um importante discurso, afirmou o Kremlin.

Justin Trudeau, o primeiro-ministro canadense que gerou polêmica ao tecer elogios póstumos a Fidel, também não participará das homenagens.

No sábado, o premiê foi criticado por ter descrito Fidel como “um lendário revolucionário e orador” e “um notável líder”.
O canadense também foi alvo de críticas por dois senadores republicanos americanos, Marco Rubio e Ted Cruz, ambos de descendência cubana. Rubio chamou os comentários de Trudeau de “vergonhosos” e Cruz, de “desgraça”.

Cruz também pressionou para que nenhuma autoridade americana viaje a Havana para a cerimônia -segundo a Casa Branca, nem Obama nem seu vice, Joe Biden, irão a Cuba (mas ainda não se sabe se alguma delegação viajará).

Como Putin e Trudeau, mandarão representantes o presidente francês, François Hollande, o premiê japonês, Shinzo Abe, e a chanceler alemã, Angela Merkel (cujo porta-voz criticou a repressão na ilha).

O presidente Michel Temer será outro a mandar representantes: os ministros José Serra (Itamaraty) e Roberto Freire (Cultura).
Por outro lado, são esperados Robert Mugabe (Zimbábue), Rafael Correa (Equador) e o rei emérito Juan Carlos (Espanha).

O ditador norte-coreano, Kim Jong-un, não estará presente em Cuba, mas enviou uma delegação oficial liderada por Choe Ryong-Hae, vice-presidente do Comitê Central do Partido dos Trabalhadores, e decretou luto oficial.

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