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Em Mauá, Ciro diz que Bolsonaro representa ‘risco muito grave’ para o país

Em Mauá, Ciro diz que Bolsonaro representa ‘risco grave’ para o país
Para Ciro, o impacto do aten­tado contra Bolsonaro não vai ter influência central “daqui a uma semana, duas semanas”. Foto: Zanone Fraissat/Folhapress

Quatro dias após o atentado sofrido pelo candidato ao Planalto Jair Bolsonaro (PSL), o também presidenciável Ciro Gomes (PDT) disse nesta segunda-feira (10), durante evento de campanha em Mauá, que o opositor “representa um risco muito grave para a nação brasileira”. O presidenciável fez caminhada pelo centro do município e pediu voto aos candidatos a governador, senador e deputado do partido.

Ciro afirmou que o ataque a faca contra o adversário foi crime “absolutamente into­lerável”, mas que é preciso identificar o que é “sentimento cristão de solidariedade” e o que é “decisão do futuro do país”. “(Bolsonaro) representa pensamento de revolta muito extremista, muito radical, e o Brasil, a maioria do nosso povo, quer uma solução equilibrada que encerre essa confrontação miúda que está empurrando o país para trás”, afirmou.

O candidato do PDT também disse que o posicionamento de Bolsonaro “é muito estimu­lante à violência”. “Não creio que seja a intenção dele, mas a natureza da atitude de fazer gesto de arma com a mão ainda dentro do hospital, de ensinar criança de 3, 4 anos a mostrar uma arma, de apologia ao armamento, de dizer que tem que fuzilar os adversários do partido A é um descuido de quem está nesse nível de projeção simbólica do conjunto da sociedade”, afirmou. “Você precisa tomar cuidado.”

IMPACTO

Para Ciro, o impacto do aten­tado contra Bolsonaro não vai ter influência central “daqui a uma semana, duas semanas”. Segundo Ciro, o “povo brasileiro tem uma solidariedade humana muito instantânea” e, para uma “pequena fração, isso atingiu também a decisão de voto”.

“Porém, daqui a pouco vai ficar muito claro que é só um momento emocional, compreensível, legítimo, coerente com a vida brasileira, e o debate vai voltar ao sei leito normal”, disse.

Ciro também afirmou que não vai perder votos para Fernando Haddad (PT) depois que o partido confirmá-lo como candidato no lugar do ex-presidente Lula. “O povo já está ligado nisso há 10, 15 dias”, afirmou o presidenciável.

Segundo o candidato, que se apresentou como “um caminho que deixa os extremos de lado”, o PT contribuiu para a radicali­zação política. “Acho que estou demonstrando ao povo que interpreto o melhor projeto para o Brasil, e, na política, nossa posição é encerrar essa crônica de confrontação radicalizada que infelizmente o PT também colaborou para acontecer”, disse.

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