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Em live, Atila afirma que não aguenta mais ser vítima de perseguição

O prefeito de Mauá, Atila Jacomussi (PSB), afirmou durante live nesta quarta-feira (17), que não aguenta mais as perseguições que vem sofrendo. A Polícia Civil de São Paulo e o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) realizaram na segunda-feira (15) operação para investigar supostas frau­­des em contrato de R$ 3,3 mi­lhões celebrado pe­la Prefeitura de Mauá para a administração do hospital de cam­panha da cidade, inaugurado no final de abril. Entre os alvos dos mandados de busca e apre­en­são es­tão o prefeito  e o secretário mu­ni­­ci­pal de Saúde, Luis Casarin.

O MP-SP vê indícios de cri­mes previstos na lei de li­citações, de falsidade ideoló­gica e lavagem de dinheiro, entre ou­tros, na contratação emergencial pe­­­­la prefeitura da orga­nização so­­cial Atlantic Trans­pa­rência e Apoio à Saúde Pública, para ges­tão e operacionalização do hos­pi­tal erguido no município para re­ce­ber pacientes de covid-19.
Agentes cumpriram mandados de busca na residência de Jacomussi e na Prefeitura de Mauá. Na casa do chefe do Paço foram apreendidos um celular, um tablet e um computador.

” Não aguento mais ser vítima de perseguição, conspiração, mentiras e calúnias. Porém, o povo de Mauá não é bobo e já percebeu os interesses de grupos empresariais, famílias tradicionais e partidos que uniram para tratar de seus interesses e me escolheram como alvo”, destacou.

Segundo Atila, quem o persegue domina a cidade há mais de 40 anos, mas afirmou que não vai se intimidar por uma oposição oportunista, que fica em casa apenas espalhando mentiras. “Temos o melhor Hospital de Campanha de São Paulo e todos os contratos foram disponibilizados ao Ministério Público e estão no Portal da Transparência, disponíveis para a população, e é triste que haja pessoas que usem do vale tudo quando o momento é de união para vencermos o coronavírus”, destacou.

O advogado Daniel Bialski, que defende o prefeito de Mauá,  atribuiu a “uma verdadeira caça às bru­xas” a operação da Polícia Civil e do MP-SP para investigar contrato celebrado pe­la prefeitura para a administração do hospital de cam­panha da cidade.

Em nota, Bialski afirmou que, pelas primeiras informações que recebeu, a ação teria como base em denúncia anôni­ma. “Infelizmente, o prefeito vem sendo perseguido e nada obstante à lisura com que atua, em especial nessa época, procede-se uma verdadeira caça às bruxas, mesmo sem investigação prévia ou algo palpável para legitimar essa ação. Todas as contratações observaram critérios técnicos e preço”, diz.

AFASTAMENTO

Na esteria da ação da polícia, o vereador oposicionista Marcelo Oliveira (PT) apresentou ainda na segunda-feira  denúncia de infração cometida pelo prefeito. No documento protocolado na Câmara Municipal, Oliveira requer a abertura de processo de cassação do mandato de Atila em razão do parecer da Procuradoria de Justiça de São Paulo “que apontou condutas criminosas em atos praticados pelo prefeito na construção e gestão do hospital de campanha”.

“A irresponsabilidade de Atila no combate à epidemia do covid-19 em Mauá chegou a seu ponto máximo com as denúncias de superfaturamento praticado quando da instalação do hospital de campanha. As denúncias apontam irregularidades nos valores praticados e fortes indícios de desvio de recursos públicos”, afirmou Marcelo.

 Marcelo Oliveira já havia denunciado possíveis irregularidades nos valores de locação de estrutura para a construção do hospital de campanha quando comparou os valores dispendidos por Atila Jacomussi para o mesmo serviço com  Santo André.

“Não é competência do Legislativo a questão penal de Atila, assunto que cabe à justiça. Porém, sob o aspecto moral, no resguardo à vontade popular e na falta de confiança da população num prefeito envolvido três vezes em operações policiais, é responsabilidade da Câmara avaliar a evidente quebra de decoro e a indignidade de Atila para prosseguir no cargo de prefeito”, pontua o vereador.

A live do prefeito Atila Jacomussi está disponível na página do Diário Regional no Facebook. Confira: www.facebook.com/diarioregionaloficial

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