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Em Diadema, novo comando do PTB se distancia do governo

Em Diadema, novo comando do PTB se distancia do governo
Coordenador regional do PTB, Gabriel Roncon participou de articulação junto a Campos Machado. Foto: Reprodução Facebook

O PTB de Diadema terá, nos próximos dias, nova composição em seu diretório. Presidido pelo advogado Edvaldo Lubeck, a sigla chegou a ocupar a vice-prefeitura do município com a ex-vice-prefeita Silvana Guarnieri, mas o rompimento entre PTB e PV foi ruidosa. Uma reaproximação vinha sendo articulada pelo assessor do prefeito, Gesiel Duarte, mas foi frustrada pelo grupo que vai assumir a legenda, ligada ao secretário de Obras de Ribeirão Pires e candidato a prefeito de Diadema em 2016, Taka Yamauchi (PSD).

O novo presidente será o empresário da cidade Hilton Alves Moreira, que integrou o PSDB por 18 anos e fazia parte do grupo político do ex-prefeito e ex-secretário de Saúde, José Augusto da Silva Ramos (PSDB). “Ainda não está selado, mas acredito que na próxima semana já tenhamos protocolado a nova nominata junto ao diretório estadual”, declarou Moreira.

O futuro dirigente petebista destacou que o PTB tem uma história na cidade e quer se firmar como voz de oposição à atual administração. “A ideia é construir e sedimentar o partido em Diadema”, pontuou.

Questionado sobre a articulação conduzida por Duarte, que vinha desde o final do ano passado tentando a reaproximação com o PV e deveria assumir a presidência da legenda, Moreira garantiu que não havia respaldo por parte da direção estadual. “Era um movimento isolado aqui na cidade, sem repercussão”, afirmou.

PTB e PV romperam em 2014, quando a então vice-prefeita se candidatou a deputada federal – obtendo apenas 1.395 votos – contrariando a vontade do prefeito Lauro Michels (PV), que tinha como candidato o então vereador e atual vice-prefeito, Márcio Paschoal Giudício, o Márcio da Farmácia (PV). Silvana chegou a acusar Michels, em 2015, de ter agido politicamente contra ela.

Reconciliação

Gesiel Duarte confirmou que trabalhava na reconciliação entre o presidente estadual do PTB, deputado Campos Machado e Lauro Michels. Segundo o assessor, havia anuência do próprio Campos Machado. “Há algumas semanas fui procurado pelo vice-prefeito de Ribeirão Pires e coordenador regional do PTB, Gabriel Roncon, que me informou que o partido iria se aliar ao grupo do Taka”, detalhou. “Cada município tem uma dinâmica, não me parece que essa forma seja a melhor para a construção de um partido”, criticou.

Edvaldo Lubeck também teceu críticas à movimentação. “Não fui comunicado de nada. Penso que enquanto a politica partidária for praticada dessa maneira dificilmente ganhara a credibilidade do cidadão eleitor”, afirmou. “O Taka se apresentou como candidato da renovação, deixou a cidade e seu grupo político à deriva e participa de práticas políticas partidárias antigas como essa. Quem vai acreditar depois em uma eventual campanha que ele representa a nova política?”, questionou.

Amorim não foi taxativo ao confirmar que o PTB seria aliado do PSD em 2020 (Taka Yamauchi já declarou que será candidato a prefeito novamente, capitalizado pela quarta colocação e os 23.518 votos recebidos em 2016), mas também não negou a futura aliança. “Tanto poderemos ter candidato próprio quanto compor, mas vemos com muita simpatia candidaturas que podem dar um novo rumo à cidade”, concluiu.

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