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Em Diadema, Luiz Marinho diz que está seguro da criação de 4 milhões de vagas com Novo PAC

Marinho destacou que é preciso pensar o Brasil de maneira integral, de união e reconstrução. “Passamos por um verdadeiro desastre, de governo das trevas”

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou durante evento em Diadema neste sábado (12), que o país vai gerar vagas, com as obras do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) , 4 milhões de empregos nos próximos três a quatro anos.

“Estou seguro que vamos gerar 4 milhões de novos empregos olhando para um projeto de três, quatro anos. Porém, seguramente, isso vai alavancar um processo para ser muito mais (empregos). Poderemos sonhar de novo, na sequência, evidentemente, de um processo contínuo de crescimento e reestruturação, de voltar a ter pleno emprego no país”, pontuou.

O Novo PAC, lançado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, prevê em investimentos públicos e privados da ordem de R$ 1,7 trilhão para os três próximos anos. Durante a cerimônia, Lula afirmou que ontem (sexta) iniciou verdadeiramente seu terceiro mandato, porque, no primeiro semestre, o seu governo tapou “buracos na estrada” e agora começará a focar nos desafios e sonhos dos brasileiros.

“Essa dimensão que o presidente Lula dá ao lançamento do PAC é o desafio da provocação para todos nossos prefeitos e prefeitas, governadores e governadoras, e agentes políticos do país de de voltar a falar de esperança e de sonhos. De voltar a falar de geração de oportunidade de empregos e, acima de tudo, de oportunidade para nossa gente que mais necessita, a juventude brasileira, das nossas crianças e nossos idosos. Ou seja, temos uma diretriz muito clara do presidente Lula de gerar distribuição de renda”, destacou Marinho.

Segundo Marinho, é preciso pensar o Brasil de maneira integral, de união e reconstrução. “Passamos por um verdadeiro desastre, de governo das trevas. A partir do golpe com a presidente Dilma (Rousseff) tivemos uma desorganização das políticas públicas. O governo golpista e depois o governo das trevas levou ao processo de destruição de políticas públicas e o desarranjo da máquina de governar. Agora, vamos criar condições para colocar a bola em campo com o lançamento do PAC. Sei que criamos muito durante este primeiro semestre, mas é pouco perto das necessidades dos nosso povo e do que desejamos fazer a partir de agora.”

Marinho relembrou o processo de resistência da militância do PT e dos brasileiros que apoiaram Lula durante as eleições de 2018, época em que o presidente estava preso. Destacou que essa resistência fez parte da retomada do governo por Lula em 2022. “Temos muitos motivos para sempre lembrar disso e comemorar. Da resistência da nossa militância, do nosso povo, levou ao processo de agora podermos sonhar. Sonhar a partir do lançamento do PAC de fazer este país voltar a crescer. De gerar empregos e oportunidades e de voltar a ser o povo mais feliz do mundo”, disse.

Retrocesso

Marinho afirmou que apesar do retrocesso dos últimos anos, que trouxe o desemprego, a miséria e a fome, o governo implementa um processo de reconstrução da economia que levou à geração, no primeiro semestre, 1,23 milhão de vagas formais. “Se não fosse o Banco Central, teríamos chegado a 1,4 milhão. Porém, agora, entramos em um processo seguro e consistente, a partir das conquistas junto ao Parlamento. Um processo muito trabalhoso, evidentemente. O arcabouço ainda está nos caminhos da Câmara, frente ao puxa-estica da relação do governo com o parlamento brasileiro dada a complexidade. Porém, arcabouço e a reforma tributária é um conjunto de políticas que conseguimos aprovar no Congresso aponta para um cenário de processo de retomada consistente.”

Qualificação

O ministro destacou, também, que a retomada da economia depende de um processo de qualificação, em especial da juventude, tendo em vista que hoje o mercado de trabalho está cada vez mais complexo. “É preciso se preparar para o processo revolucionário que está acontecendo nas linhas de produção, das organizações do trabalho. Do papel das novas tecnologias. As novas tecnologias devem estar a serviço da sociedade e não a serviço de poucos.”

Para auxiliar nesse processo de capacitação, Luiz Marinho citou um programa, que apesar das dificuldades estruturais está ao alcance de todas as cidades, que é a capacitação na área digital. Em convênio com a Microsoft, o governo pretende formar 5,5 milhões de pessoas até 2026. “Temos neste momento cerca de 600 mil pessoas fazendo essa capacitação, que vai do bê-á-bá da formação digital, até a programação. Esse programa estimula que os mandatos , entidades e empresas preparem seu laboratório e um instrutor que a Microsoft possa formar para poder agilizar e dar mais eficiência nesse processo de aprendizado”, afirmou o ministro, destacando que as dificuldades para implementação da qualificação podem ser sanadas por meio dos consórcios. “Aqui no ABC temos o Consórcio Intermunicipal. Os consórcios são determinantes na estruturação das políticas públicas territoriais. Portanto, deixo esse desafio para vocês.”

Avanços

A igualdade salarial entre homens e mulheres e a retomada da política de valorização permanente do salário mínimo, foram citadas como determinantes na estruturação da economia. “A valorização permanente do mínimo provoca o crescimento da massa salarial, criando condições de os sindicatos negociarem (reajuste) acima da inflação, como grande parte já começou a acontecer no primeiro semestre. A grande maioria dos contratos coletivos já fez acima da inflação. Ou seja, estamos estruturando nossa economia para criar condições de voltar ao patamar que tínhamos lá trás”, afirmou.

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