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Em Diadema, Habitação auditará cadastros de programas sociais

Regina: “Foi bom tudo isso ter vindo à tona, porque vai nos obrigar a rever os processos”. Foto: Eberly LaurindoA secretária de Habitação de Diadema, Regina Gonçalves, afirmou que todos os cadastros de munícipes em programas sociais de habitação serão revistos. O Diário Regional revelou, na edição de 31 de março, que três parentes do vereador Sergio Ramos da Silva, o Companheiro Sérgio (PPS), que também já foi funcionário na pasta, serão contemplados com unidades habitacionais que a administração entrega hoje (01).

Segundo Regina, as habitações serão entregues, mas uma rigorosa auditoria vai averiguar todos os cadastros. “Se a gente perceber e houver provas que houve alguma irregularidade, algum favorecimento, as medidas cabíveis serão tomadas, garantindo sempre a transparência dos processos”, afirmou.

A companheira, a irmã e a mãe do parlamentar constam em cadastros na prefeitura e vão receber unidades do empreendimento localizado na rua Pau do Café, no bairro Serrraria. A reportagem revelou também, que apesar de ter trabalhado como assessora parlamentar em 2014 com um salário superior a R$ 3 mil, a companheira de Silva, Elivânia Ferreira da Silva, foi beneficiária do bolsa aluguel entre 2012 e 2016.

“Quando existe a remoção, em um primeiro momento a prefeitura é obrigada a pagar o auxílio aluguel. Porém, com o passar do tempo e a renovação desse benefício, o critério de renda é levado em conta e o benefício é destinado para quem ganha entre 0 e 3 salários mínimos”, explicou Regina. Em 2014, o salário mínimo era de R$ 724 e Elivânia recebia remuneração superior ao teto.

O vereador voltou a negar que tenha havido favorecimento. “Isso é uma perseguição política. Por que não investigaram antes? Mas é porque vou ser presidente da CPI que estão fazendo isso”, afirmou. Companheiro Sergio é presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito que vai apurar irregularidades em contratos da Secretaria de Educação.

O parlamentar negou que a mãe vá receber uma unidade. “Ela tinha um cadastro na Pau do Café, mas trocou por outra casa, particular, em outro bairro”, justificou. Segundo Companheiro Sergio, que era presidente da Associação de Luta por Moradia Unidos da Pau do Café, é legal a troca e até a venda de cadastros. “O importante é que não aumentou o número de famílias, sempre foram as 160”, garantiu.

Para a secretária, no entanto, é preciso rever o poder de decisão que as associações têm hoje nos projetos habitacionais da cidade. “Foi bom tudo isso ter vindo à tona, porque vai nos obrigar a rever os processos e vai ser um grande ganho para a cidade”, pontuou.

A advogada especialista em Direito Eleitoral Karina Kufa afirma que o caso é passível de investigação por parte do Ministério Público. “Uma eventual condenação em improbidade administrativa pode ensejar na anulação dos benefícios, ressarcimento do dano ao erário, cassação dos mandatos, entre outras sanções. Além disso, a justiça eleitoral pode entender pela inelegibilidade dos envolvidos”, avaliou.

um comentário

  1. Isso é um absurdo se realmente estiver acontecendo, como pode parente de pessoas que ganham um salário tão razoável receberem moradia antes de uma familia que nem um salário mínimo ganha e que está a tempos esperando a tao sonhada moradia como e o meu caso tenho 4 crianças pequenas recebo auxilio aluguel a anos moro em dois pequeno comodo com minhas crianças porq nao tenho como alugar uma casa maior meu sonho e estar na minha moradia com mais espaço para meus filhos. Ai abro o site da habitação e leio um informe desse parentes de pessoas que nao tem necessidade tirando o lugar de uma pessoa que realmente nescessita da sua moradia isso não pode estar acontecendo.

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