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Em Diadema, comerciantes se reúnem com a prefeitura para discutir ciclofaixa na Paranapanema

A primeira reunião entre comerciantes e a prefeitura ocorreu na última quarta-feira (23) e contou com a participação de Ronaldo Tonobohn, diretor de Trânsito da Secretaria de Mobilidade e Transportes.  Foto: Divulgação/PMD
A primeira reunião entre comerciantes e a prefeitura ocorreu na última quarta-feira (23) e contou com a participação de Ronaldo Tonobohn, diretor de Trânsito da Secretaria de Mobilidade e Transportes.  Foto: Divulgação/PMD

De acordo com os comerciantes, a restrição do estacionamento, mesmo que apenas nos horários de pico, será prejudicial em razão de possível queda de clientes.

Os comerciantes da avenida Paranapanema, em Diadema, que passará a contar com ciclofaixa permanente no próximo dia 5, estão preocupados com os prejuízos que a medida poderá causar. Isso porque, o estacionamento estará restrito nos horários de pico – das 6h às 9h e das 16h às 20h – ao longo da via.

Para tentar encontrar solução à questão, os comerciantes da  Paranapanema escolheram uma comissão que está negociando com a prefeitura a implementação da ciclofaixa.

A via exclusiva para ciclistas, que está sendo instalada com duas faixas unidirecionais margeando o canteiro central das avenidas Paranapanema e Maria Leonor, no Taboão, terá 3,86 quilômetros de extensão, entre as ruas Polônia e Serra da Bocaina.

A primeira reunião entre comerciantes e a prefeitura ocorreu na última quarta-feira (23) e contou com a participação de Ronaldo Tonobohn, diretor de Trânsito da Secretaria de Mobilidade e Transportes.

Para o técnico, os conflitos de interesses acontecem nos projetos urbanos do porte da ciclofaixa e há a necessidade de negociação. “Agora vamos discutir alternativas em cima do projeto que contemple todo mundo e que dê uma melhor solução para as questões aqui colocadas”, explicou.

De acordo com os comerciantes, a restrição do estacionamento, mesmo que apenas nos horários de pico, será prejudicial em razão de possível queda de clientes. Segundo o líder comunitário Cosmo Maciel, alguns comércios da avenida já afirmaram que se a prefeitura mantiver a restrição de estacionamento vão baixar as portas.

“Não tem estacionamento na região da Paranapanema. Por exemplo, a padaria recebe pela manhã muita gente que vai tomar o café antes de trabalhar, bem no horário que não vai poder estacionar. Onde os clientes vão parar o carro? Vão para outro lugar, com certeza.  Não somos contra a ciclofaixa, mas não queremos que os comerciantes sejam penalizados. Alguns já disseram que vão mudar de lugar ou fechar. Mais desemprego na cidade”, afirmou.

Tonobohn lembrou que situação semelhante aconteceu na implantação da ciclofaixa na avenida Ulysses Guimarães e adaptações foram feitas ao projeto. “É importante ter este tipo de espaço para que todos coloquem os seus interesses em discussão até chegarmos a um consenso do que é melhor para a cidade e para a população como um todo”, destacou.

Segundo o líder comunitário, caso não se encontre solução para o problema, a comunidade já está se preparando para realizar protestos contra a medida. “Já estamos conversando sobre manifestações, inclusive na própria Paranapanema. Essa forma de fazer as coisas impostas, sem conversar com os moradores locais, é hábito desta administração”, afirmou.

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2 Comentários

  1. Marcelo Augusto

    Sou ciclista, motorista e motociclista e aprovo totalmente as ciclofaixas, dizer que vão perder clientes por causa da ciclofaixa é ser totalmente egoista. Nós ciclistas também gastamos dinheiro, somos cidadãos independente do meio de transporte que usamos. Por mais ciclofaixas em Diadema.

  2. com tantas ciclovias, em breve não haverá espaço para os automoveis, que pagam muitos impostos, para circularem – e precisam tambem fazerem uma pesquisa de quantas bicicletas circulam nestas pistas –

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