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Em dia de greve, motoboys protestam; aplicativos relatam operação normal

Em dia de greve, motoboys protestam; aplicativos relatam operação normal
Grupo com cerca de 5 mil motoboys interditou a Ponte Estaiada, no bairro do Brooklin. Foto: Alice Vergueiro/Estadão Conteúdo

Motoboys e entregadores fizeram nesta quarta-feira (1º) pa­ra­lisação dos serviços nas principais cidades do país. Na mobiliza­ção, organizada pelo WhatsApp, a categoria reivindica desde a definição de taxa fixa mínima de entrega por quilômetro ro­dado até o aumento dos valores repassados por serviço realizado.

Os entregadores também cobram das empresas ajuda de custo para compra de equipamentos de proteção contra a covid-19, como máscaras e luvas.

O dia de paralisação co­meçou por volta das 9h com protestos em ao menos 15 pontos da Capital. Por volta das 10h, cerca de mil entregadores se reuniram na sede do sindicato da categoria, o Sindimoto, que não partici­pou da organização, mas ade­riu ao movimento depois.

A categoria saiu em marcha pela Marginal Pinhei­ros até o Tribunal Regional do Trabalho (TRT), localizado na rua da Consolação, on­de realizaram buzinaço. Por volta das 12h, eram registrados ao menos 15 pontos de concentração.

No fim da tarde, um grupo com cerca de 5 mil motoboys interditou a Ponte Estaiada, no bairro do Brooklin.

Ao longo do dia houve protestos na Grande São Paulo, nas regiões de Campinas e de Piracicaba, assim como no Rio de Janeiro, em Belo Horizonte, no Distrito Federal e em capitais do Nordeste, Norte e Centro-Oeste.

“O importante é que a categoria conseguiu conscientizar a população sobre a precariedade dos serviços de entregas. Falta segurança. É um trabalho muito precário”, disse o presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah.

Ape­sar da mobilização nas ruas, as empresas de aplicativo não relatavam pro­blemas na entrega dos pedidos.

As empresas afirmam que estão fornecendo os equipamentos e que o movimento tem inspiração na greve dos caminhoneiros de maio de 2018, que se deu sem o protagonismo dos sindicatos e foi tocada por lideranças desconhecidas do setor.

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