Últimas Notícias

Em 4ª mudança em 15 dias, Trump troca secretário de Assuntos de Veteranos

Em nova alteração de seu gabinete, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta (28) a saída de mais um secretário -desta vez, o de Assuntos dos Veteranos.

O republicano escolheu o médico da Casa Branca, almirante Ronny Jackson, para substituir David Shulkin, que assumiu o posto no início do governo.

Jackson é o atual responsável pelo atendimento médico ao presidente e ao gabinete presidencial, função que exerce desde o governo de George W. Bush.

É a quarta mudança no gabinete de Trump em pouco mais de duas semanas: antes disso, o presidente tirou Rex Tillerson do Departamento de Estado, mudou o diretor da CIA e trocou o assessor de segurança nacional da Casa Branca, o moderado general H.R. McMaster, pelo linha-dura John Bolton -mais alinhado às ideias de Trump.

Numa comparação histórica, o antigo apresentador do reality show “O Aprendiz” -que se notabilizou pelo bordão “Você está demitido!”- é o presidente americano que mais alterou seu gabinete no início de mandato desde Ronald Reagan, no final dos anos 1980.

Foram quatro mudanças de secretários desde o ano passado (sem considerar postos como assessor de segurança nacional ou chefe de gabinete). É o mesmo número do também republicano Reagan em dois anos de governo, segundo levantamento da rádio NPR, baseado em informações do Senado americano.

A medida representa uma aproximação do gabinete trumpista a políticas conservadoras.

Shulkin, que foi elogiado por Trump pelas “grandes coisas que fez”, era o único integrante do primeiro escalão do governo que havia integrado a administração do democrata Barack Obama.

Assessores criticavam a falta de velocidade com que o secretário repassou os planos de saúde dos veteranos a companhias privadas -que, defendiam, deveria ser mais acelerada. Nos últimos meses, parte deles começou uma campanha interna contra Shulkin.

Em fevereiro, o secretário foi envolvido em um escândalo ao se descobrir que utilizara verbas públicas para levar a mulher numa viagem a trabalho para a Europa. Segundo um relatório interno, ele passou quase a metade do tempo visitando pontos turísticos. Era o que faltava para impulsionar a sua saída do governo.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

*