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Em 2º recorde seguido, país registra 615 mortes por covid-19 em 24 horas

Em 2º recorde seguido, país registra 615 mortes por covid-19 em 24 horas
Para conter avanço da covid-19, Estados e municípios já apostam em medidas mais restritivas de isolamento social. Foto: Rovena Rosa/ABr

O Brasil registrou 615 mortes decorrentes do novo coronavírus nas últimas 24 horas, segundo atualização feita pelo Ministério da Saúde nesta quarta-feira (6). O número superou o recorde de 600 mortes em um dia, que foi registrado terça-feira, e o total oficial de vítimas do novo coronavírus no Brasil subiu de 7.921 para 8.536.

O número oficial de casos confirmados da covid-19 no país passou de 114.715 para 125.218, devido aos 10.503 novos casos registrados entre ontem e hoje.

Também nas últimas 24 horas, houve acréscimo de 3.800 novos casos de covid-19 no Estado de São Paulo, aumento de 10%, além de 194 mortes confirmadas pela doença, o que representa alta de 7% no período. Ao todo, são 37.853 infectados e 3.045 óbitos no Estado.

No ABC, o balanço divulgado na manhã desta quarta-feira pelo Consórcio Intermunicipal aponta 2.304 casos e 215 óbitos confirmados. Há ainda 4.784 casos e 35 mortes aguardando confirmação.

Com a escalada de mortes por covid-19 no Brasil, o ministro da Saúde, Nelson Teich, admitiu, pela primeira vez, que a adoção de medidas de fechamento total (lockdown) de cidades, com manutenção apenas de serviços essenciais, deve ser adotada em determinados casos.

Em coletiva de imprensa concedida na terça, o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson de Oliveira, disse que ainda não há informações disponíveis para afirmar quando, efetivamente, ocorrerá o pico dos casos de contaminação e mortes pela covid-19 nos cinco Estados mais afetados pela doença no país (São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, Pernambuco e Amazonas).

Em meio à incerteza e na tentativa de conter o avanço do vírus e das mortes, governadores e prefeitos já apostam em medidas mais restritivas e endurecem as regras de isolamento social. O Pará decretou lockdown em Belém e mais nove cidades a partir desta quinta-feira, mesma medida que passou a vigorar na terça em São Luís (MA). No Ceará, o governo estendeu a quarentena e anunciou normas mais rígidas para Fortaleza.

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), anunciou na terça-feira que vai aumentar a fiscalização para punir quem descumpre as medidas de isolamento social. A ordem é que a Polícia Militar feche estabelecimentos que estejam abertos sem autorização ou permitindo aglomerações. Pessoas flagradas em aglomerações serão levadas para delegacias e autuadas pelo crime de desobediência.

Em São Paulo, um decreto torna obrigatório o uso de máscaras em todos os locais públicos do Estado a partir de quinta-feira (7) e prevê multa que vai variar de R$ 276 a R$ 276 mil para pessoas físicas e estabelecimentos que descumprirem a regra, além de detenção por até um ano.

Na Capital paulista, o prefeito Bruno Covas (PSDB) decretou na terça-feira diversas medidas, como a obrigação da reserva de horário exclusivo para atendimento a idosos em bancos e comércios, a atribuição à Polícia Militar e a agentes sanitários de fiscalizar o uso obrigatório de máscaras e a adoção de critérios para pacientes prioritários de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) no caso de falta de leitos.

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