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Elize viveu ‘conto de fadas com final infeliz’

Elize foi condenada a 19 anos e 11 meses de prisão. Foto: Nelson Antoine/FramePhoto/FolhapressCondenada a 19 anos e 11 meses de prisão pela morte e esquartejamento do marido, o empresário Marcos Matsunaga, em maio de 2012, Elize Matsunaga teve sua vida esmiuçada por testemunhas ao longo dos sete dias em que durou seu julgamento, encerrado na madrugada de ontem (5).

Descrita por testemunhas como a “personagem de um conto de fadas com final infeliz”, Elize cresceu sem a presença dos pais. Decidiu aos 18 anos estudar enfermagem em Curitiba. Os estudos foram financiados com muito custo pela avó e sua tia. A família nunca soube como e quando a estudante decidiu se prostituir em Curitiba. Elize disse aos jurados que isso ocorreu quando estava no refeitório de um hospital e soube que uma amiga dela pagava a faculdade se prostituindo.

Já na nova profissão, diz Elize, conheceu um deputado estadual do Paraná, casado, relação que se tornou um pequeno escândalo local. Em 2004, publicou suas fotos em um site de garotas de programa. Foi nessa época, como “acompanhante de executivos”, que conheceu o futuro marido, Marcos Matsunaga, que era de família milionária, dona da indústria de alimentos Yoki.

O casamento de Elize e Marcos, em comunhão parcial de bens, ocorreu em junho de 2009. A filha do casal nasceu em abril de 2011 e a felicidade entre eles durou cerca de seis meses. Após esse período, Marcos demonstrou sinais de falta de paciência, segundo Elize. O casal passou a participar de terapias para tentar melhorar a relação.

Elize contratou o detetive particular William Coelho de Oliveira para seguir o marido. “Flagramos ele com uma morena já no primeiro dia”, disse Oliveira aos jurados. “Tratava como namorada.” Descobriu-se mais tarde, que a tal morena se chamava Nathalia Vila Real Lima, que o empresário conheceu no mesmo site em que encontrou Elize.

Após matar o marido e atirar os pedaços numa mata de Caucaia do Alto, na Grande SP, Elize voltou para o apartamento como se nada tivesse ocorrido. Elize foi presa em 5 de junho de 2012 e confessou o crime. Aos jurados, contou sua história. “Se eu estiver mentindo, que Deus me castigue da pior forma possível.”

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