Editorias, Notícias, Política

Eike divide cela em Bangu com outros presos na Lava Jato; Justiça negou habeas corpus

Eike prestou depoimento na Polícia Federal nesta terça. Foto: Fernando Frazão / Agência BrasilO empresário Eike Batista divide a cela da cadeia pública Bandeira Stampa, em Bangu 9, zona oeste do Rio, com o doleiro Álvaro José Galliez Novis e Wagner Jordão Garcia, também presos na Operação Eficiência, braço da Lava Jato no Rio.

A cela, de 15m², tem televisão e ventilador. Fotos exibidas nesta terça (31) pelo “Jornal Nacional” mostram uma garrafa d’água mineral, um livro, roupas e sacos plásticos sobre a parte de cima de uma beliche, onde o empresário passou a primeira noite.

Há ainda pacotes de biscoito sobre uma bancada e uma série de garrafas d’água no cárcere. Outra imagem mostra uma marmita oferecida no presídio, com arroz, farofa e salsicha. O banheiro é separado por duas paredes, sem porta, e tem apenas um vaso sanitário no nível do chão. O presídio passa por racionamento de água.

Eike foi transferido para Bangu no começo da tarde de segunda (30), horas depois de ser preso, durante a operação Eficiência, deflagrada pela Polícia Federal no dia 26.

Quando a operação estourou, o empresário estava fora do país e foi considerado foragido pela Justiça, procurado pela Interpol (Polícia Internacional). Seus advogados negaram, na ocasião, que ele tivesse fugido.
Eike teve a prisão decretada depois que dois doleiros fizeram acordos de delação premiada e contaram que ele pagou US$ 16,5 milhões em propina ao ex-governador do Rio Sérgio Cabral, que está preso.

A Justiça Federal do Rio negou ontem (1º) pedido de habeas corpus impetrado pelo advogado de defesa de Eike Batista. A decisão foi tomada pela 1ª Turma Especializada do Tribunal Federal da 2ª Região.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*