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Educador de Mauá cria projeto que leva o palhaço para a sala de aula

Varlei Xavier: “temos de aprender que o erro é fundamental e que faz parte da aprendizagem de cada um”. Foto: Divulgação/Leandro Tortella e Diapason Produções
Varlei Xavier: “temos de aprender que o erro é fundamental e que faz parte da aprendizagem de cada um”. Foto: Divulgação/Leandro Tortella e Diapason Produções

“Se tem palhaço na UTI, por que não pode ter na escola? Às vezes, uma escola é tão doente quanto um quarto de UTI.” A frase é do morador de Mauá Varlei Xavier, fundador da Palhaço Aprende e que tem quase 20 anos na área na educação. Xavier afirma que, como educador e ator, sempre se perguntou por que não existia um palhaço na sala de aula, como há nos hospitais, a exemplo do Doutores da Alegria.

“Trabalho com teatro estudantil, sou palhaço e criei a metodologia do Palhaço Aprende, que é uma startup e um negócio social que utiliza a linguagem do palhaço na sala de aula”, explica.

Segundo o educador, a Palhaço Aprende é uma combinação do palhaço do hospital, com o professor e o aluno. “Costumo brincar que criei uma nova profissão, que é o ‘palhaço apren­dedor’. Ele senta na sala e vivencia a atividade com o aluno. Digamos que o superpoder do palhaço é o erro. Uma vez, uma aluna me disse: ‘como você é burro’. Imedia­tamente falei: ‘burro não. Especialista em erros’.”

O objetivo do Palhaço Aprende, segundo Xavier, e fazer com que a aprendizagem seja mais significativa, já que muitas vezes o aprendizado acaba esquecido. “Nosso objetivo é que a aprendizagem faça sentido, se torne inesquecível e se torne, de certa forma, leve. A gente não precisa aprender sofrendo o tempo todo. Temos de aprender, principalmente, que o erro é fundamental e que faz parte da apren­dizagem de cada um.”
Xavier afirma que, geralmente, olhamos o erro como pecado ou algo que não deveria acontecer. No entanto, o educador ressalta que o erro é muito importante, pois oferece novas visões e oportunidades e traz avanços. “É muito legal quando uma criança identifica o erro do palhaço. Aí já existe o processo cognitivo. Quando ela percebe o erro, conduz para o conhecimento. À medida que a criança vai ensinando o palhaço, ela apren­de muito mais”, ressalta.

Segundo o mauaense, o trabalho é baseado em cinco princípios: flexibilidade, res­peito, encantamento, criatividade e interação. O ‘palhaço aprendedor’ visita as escolas e participa de atividades que ocorrem nas salas de aula. “Ele não vem se apresentar, nem propor nada. Simplesmente vem se relacionar com o que está acontecendo. É um trabalho de conexão com o conteúdo, com as relações e com o aprendizado”, destaca.

CAMPANHA

A meta de Varlei Xavier é ampliar as ações do Palhaço Aprende e, para isso, lançou uma campanha para transformar o projeto em uma Organização Social Civil de Interesse Público (OSCIP). “Já temos palhaços e palhaças com interesse de levar este trabalho a diversos locais do Brasil. Acre­ditamos que nos tornando uma Organização Social Civil de Interesse Público formalmente constituída, nosso trabalho ganha credibilidade e aumenta as possibilidades futuras de atuação. Nosso sonho é impactar crianças em sala de aula com nossa metodologia, gerar emprego e renda para artistas e palhaços e ainda formar voluntários com interesse de conhecer o trabalho e levá-lo a ainda mais escolas com uma estrutura sustentável.”

Quem quiser colaborar com o projeto basta acessar https://bit.ly/37zIZHp. Varlei Xavier disponibiliza nas redes sociais informações sobre o Palhaço Aprende e seu traba­lho https://www.facebook.com/palhacoaprende; https://youtu.be/dohgetMUcYM.

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