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Educação vai preservar a família e a moral humanista, diz futuro ministro

Educação vai preservar a moral humanista, diz futuro ministro
Vélez defende a descentralização da política e da educação. Foto: Reprodução/Globo

Escolhido pelo presidente eleito, Jair Bolsona­ro (PSL), para assumir o Ministério da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez afirmou em sua primeira carta como futuro ministro que a sociedade brasileira é conservadora e que vai preservar os valores morais e da família em sua gestão.

“Pretendo colocar a ges­tão da Educação e a elaboração de normas no contexto da preservação de valores caros à sociedade brasileira, que, na sua essência, é conservadora e avessa a experiências que pretendem passar por cima de valores tradicionais ligados à preservação da família e da moral humanista”, afirmou Vélez em texto divulgado nesta sexta-feira (23).

Na carta, Vélez adotou tom elogioso a Bolsonaro, dizendo que foi o único a captar o sentimento do brasileiro após os protestos de 2013. Segundo o futuro ministro, a polarização na política se deu devido à “ins­trumentalização ideológica da educação em aras de um socialismo vácuo”.

O texto, escrito em tom de manifesto, defende bandeiras comuns com Bolsona­ro, como a Escola sem Partido. “A preservação de um pano de fundo de respeito à pessoa humana é fundamental. Não à discriminação de qualquer tipo. Não à instrumentalização da educação com finalidade político-partidária. Sim a uma educação que olha para as pessoas, preservando os seus valores e a sua liberdade”, disse.

O futuro ministro defende a descentralização da política e da educação, repetindo um dos lemas de Bolsonaro: “menos Brasília e mais Brasil”. “O sistema educacional deve olhar mais para as pessoas onde residem: nos municípios. O Estado brasileiro, desde Getúlio Vargas, formatou modelo educacional rígido, que enquadrava todos os cidadãos, olhando-os de cima para baixo, deixando em segundo plano a perspectiva individual e as diferenças regionais”, escreveu.

Vélez defendeu ainda a “dignidade” e a valorização dos professores. “Assistimos a uma desvalorização da figura dos professores. Essa situação negativa deve ser revertida mediante uma política educacional que olhe para as pessoas”, afirmou.

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