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Economia colaborativa deve movimentar US$ 335 bilhões por ano até 2025

O mundo hoje vive um dilema. Problemas sociais e ambientais mostram a necessidade de repensar a forma de consumo, de substituir o acúmulo pela divisão, de compartilhar.

Nesse sentido, surge a economia colaborativa. Essa tendência global ficou evidente com o sucesso de empresas como o Uber e Airbnb, e segue crescendo nos mais diversos setores.

Para se ter uma ideia, de acordo com pesquisa da consultoria britânica PWC, a economia colaborativa movimenta atualmente, no mundo, US$ 15 bilhões por ano. A perspectiva é de que essa cifra chegue aos US$ 335 bilhões em 2025.

Por aqui, pesquisa SPC e CNDL mostrou que 40% dos brasileiros já deixaram de se hospedar em hotéis para alugar um quarto ou casa de terceiros em suas viagens.

Para esses consumidores, a economia colaborativa deixa a vida mais fácil, conecta as pessoas, ajuda a economizar dinheiro e, para muitos, ainda é uma ótima maneira de gerar renda.

Novos conceitos de negócios estão sendo criados a partir dessa ideia. Em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, foi inaugurado, no último dia 23 de novembro, o Alaúde Espaço Colaborativo.

Trata-se de uma loja com peças exclusivas e artesanais, coworking, cozinha colaborativa e cafeteria – tudo em um único lugar.

A proposta, que alia a ideia de economia sustentável e compartilhada a um ambiente agradável e multifuncional, tem como objetivo oferecer ao público do grande ABC comodidade e produtos de alta qualidade.

Na loja, o destaque fica por conta dos produtos autorais de pequenos empreendedores e artesãos, como bijuterias, roupas e acessórios, escolhidos por meio de uma curadoria.

O Alaúde, neste mês de dezembro, está engajado na campanha #CompreDeQuemFaz. A empresária Daniele Natali, proprietária do espaço, explica: “Além de evitar a loucura dos shoppings nesta época do ano, ao comprar dos pequenos produtores, das pessoas que produzem manualmente ou em menor escala, o cliente tem a garantia de artigos exclusivos, feitos com carinho, e ainda contribui com a economia colaborativa e sustentável”.

Trabalho em rede

Daniele conta que desejava mais do que uma loja colaborativa. A ideia de colaboração, para ela, passava por trabalho em rede. Assim, criou os demais ambientes que compõem o espaço.

O coworking conta com salas compartilhadas e outras privativas, destinadas para reuniões e que podem ser utilizadas para cursos, já que comportam pequenos grupos.

Também há a opção de trabalhar no ambiente da cafeteria. Lá, uma barista orienta o preparo da bebida, feita a partir de grãos especiais e selecionados.

Já a cozinha colaborativa foi desenhada e equipada para ser utilizada por chefs que não têm restaurante próprio. Há um espaço com mesas destinado ao público para almoço ou jantar. Mas a cozinha também pode abrigar aulas, workshops e eventos corporativos, familiares ou sociais.

“Aqui, as pessoas se conectam e entram para essa rede de colaboração tão importante atualmente”, afirma Daniele

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