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Dorival Júnior substitui Rogério Ceni no S.Paulo

Dorival deve assinar contrato até o final de 2018. Foto: Ivan Storti/Santos FCCaberá a Dorival Júnior a tarefa de substituir o ídolo, mas estreante Rogério Ceni como técnico do São Paulo. O clube anunciou sua contratação ontem (5).

Excluindo interinos, Dorival será o quinto treinador a trabalhar no clube durante a gestão de Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco.

“Dorival Júnior chega respaldado pela competência de seus últimos trabalhos. Temos convicção de que terá sucesso”, afirmou o presidente.

O contrato tem previsão de duração até dezembro de 2018, prazo que coincide com o do vínculo rescindido de Rogério Ceni.

Dorival será apresentado na segunda-feira (10) e não vai dirigir a equipe no clássico deste domingo justamente contra o Santos, sua ex-equipe, na Vila Belmiro. time ficará sob orientação do auxiliar Pintado.

No Morumbi, Dorival encontra um time cuja preocupação inicial é se distanciar da zona de rebaixamento.
Desde a demissão de Ceni, o nome do técnico surgiu como o principal candidato.

Uma de suas tarefas é sustentar tal prestígio com uma diretoria que não tem produzido bons resultados. Em campo, sob a gestão de Leco, o time tem seu pior aproveitamento neste século.

Fora do Santos

Dorival nunca repetiu em outros clubes o mesmo sucesso que teve no Santos. Repeti-lo é seu maior desafio.
A fama de treinador que gosta de posse de bola, do jogo ofensivo e é capaz de tirar o melhor de elencos sem grandes destaques técnicos foi construída em duas passagens na Vila Belmiro.

Longe da Baixada, fez parte da campanha de rebaixamento do Vasco em 2013 para a Série B. Assumiu no mesmo ano o Fluminense, também ameaçado, e não conseguiu evitar a degola em campo. O time só foi salvo pela escalação irregular de Héverton pela Portuguesa.

Na temporada seguinte, teve campanha ruim com o Palmeiras, que se manteve na Série A só na última rodada.

Por causa dos dois trabalhos realizados na Vila Belmiro, Dorival se tornou a imagem de um estilo conciliador, dentro e fora do elenco, que pode ser benéfico para o São Paulo em momento de crise.

Pelo moral que ganhou como defensor do futebol ofensivo, passou a ser visto de forma diferente também por quem está fora do futebol.

Tornou-se representante da classe (é vice-presidente da Federação Brasileira dos Treinadores), um dos defensores mais visíveis do que ficou conhecida como a Lei Caio Júnior, que regulamenta a profissão de técnico. O projeto de lei 7560/2014 tramita no Congresso Nacional.

Essa imagem foi moldada da a partir de 2010, quando assumiu pela primeira vez o Santos. Tornou-se um técnico cobiçado graças à geração de Neymar e Ganso, campeã paulista e da Copa do Brasil. Montou a base campeã da Libertadores em 2011.

A segunda passagem pelo Santos foi vencedora por algo que vai além do título paulista de 2016. Dorival conseguiu manter a equipe entre as principais do país apesar das restrições orçamentárias.
Na teoria, chega para dar ao São Paulo o que faltou com Ceni. A equipe que iniciou a temporada se pretendendo ofensiva tem o quarto pior ataque do nacional.

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